EUA: setor aeroagrícola prepara nova certificação para pilotos

Programa C-PAASS começa a valer em 2023, focado principalmente na segurança operacional e no aperfeiçoamento dos profissionais ligados à entidade

A Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (NAAA, na sigla em inglês) está preparando um novo projeto de certificação de pilotos para 2023. Trata-se do programa Certified – Professional Aerial Applicator Safety Steward – Certificação de Aeroaplicador Guardião da Segurança Operacional, em tradução livre. Ou simplesmente C-PAASS. Basicamente, a inciativa abrange projetos de melhoria contínua já disponibilizados para NAAA e suas parceiras e prevê quatro requisitos para quem quiser obter seu selo já no ano que vem:

– Estar filiada à NAAA

– Estar filiada a uma associação aeroagrícola estadual ou regional

– Ter participado pelo menos das três últimas temporadas do programa Sistema de Apoio a Aplicadores Aéreos (PAASS), da Fundação Nacional de Pesquisa e Educação em Aviação Agrícola (NAAREF). O que, para 2023 abrangerá 2020/21, 2021/22 e 2022/23.

– Participação em ao menos uma das duas últimas edições da Operações SAFE (no trocadilho com a sigla em inglês para Autorregulação de Eficiência de Voos a Aplicação).

EDUCAÇÃO: além de aglutinar iniciativas, iniciativa prevê também uma plataforma digital de estudo para 2024

O C-PAASS também deve ganhar, até 2024, um sistema de gestão de aprendizado online (LMS). A plataforma terá módulos do PAASS oferecidos durante as edições da Convenção Anual da NAAA, além de outros treinamentos. Além disso, o sistema permitirá a aplicação de testes para avaliar o aproveitamento dos participantes. 

Segundo a NAAA, o objetivo da nova certificação é se firmar como um atestado indispensável de boas práticas, segurança e melhoria contínua para os pilotos agrícolas. A estratégia para isso é incentivar o próprio mercado a valorizar o C-PAASS como pré-requisito. Não só na busca de pilotos pelas empresas aeroagrícolas, mas também na contratação de empresas pelos produtores (com os empresários sendo incentivados a inscreverem seus profissionais no programa).

Segundo pesquisa da entidade aeroagrícola norte-americana, pelo menos 72% de seus 1,8 mil associados (entre pilotos e empresários) se interessam em obter certificação profissional para suas operações. Atualmente, os Estados Unidos contam com cerca de 3,4 mil pilotos agrícolas. Destes, em torno de 2 mil são contratados e outros cerca de 1,4 mil pilotam para suas próprias empresas (ou seja, 87% dos 1.560 empresários aeroagrícolas do país).  

BRASIL

A estratégia da NAAA aponta uma tendência de mercado já sentida há tempos também no Brasil – e que comprova o acerto das entidades daqui em suas ações de melhoria contínua. Além do programa Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) lançado em 2013, e apoiado desde então pelo Sindag, o sindicato aeroagrícola brasileiro vem reforçando desde então suas ações de comunicação com a sociedade.

A partir de 2015 também vem fortalecendo a profissionalização do setor e já conta com uma série de projetos de formação e aperfeiçoamento de profissionais e lideranças.

Caso das quatro academias promovidas pela entidade (Segurança de Voo e Operacional, de Tecnologia e de Líderes, além de dias de campo e do MBA Gestão Inovação e Sustentabilidade Aeroagrícola, para citar alguns exemplos. Sem esquecer da criação do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) e, mais recentemente, do programa Boas Práticas Aeroagrícolas (BPA) – do Ibravag em parceria com o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).