Representante do Sindag defendeu o papel estratégico das entidades na qualificação de pilotos e propôs levar também a Brasília debate que estará no Congresso AvAg
A situação das escolas de pilotos, que estão na essência da aviação brasileira e buscam caminhos para sua sobrevivência, esteve no centro dos debates do 1º Congresso Sul em Defesa dos Aeroclubes Brasileiros, realizado no sábado (6), no auditório do Tri Hotel, em Canela, na Serra Gaúcha. Promovido pela Federação Brasileira dos Aeroclubes (Febraero), o encontro reuniu dirigentes, instrutores, pilotos e representantes de entidades ligadas à aviação para discutir soluções diante das dificuldades operacionais, regulatórias e territoriais enfrentadas pelo segmento. O Sindag esteve entre as entidades que participaram das discussões.
O diretor operacional da entidade aeroagrícola, Cláudio Júnior Oliveira, destacou no encontro a relevância econômica da aviação para o País. Ele ressaltou que os aeroclubes cumprem papel estratégico na formação dos profissionais que abastecem toda a cadeia da aviação brasileira, atividade que exige capacitação cada vez mais especializada.
A aproximação entre a Febraero e o setor aeroagrícola também foi destacada durante o encontro. A Federação está entre as entidades apoiadoras do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg) 2026, que ocorrerá entre 18 e 20 de agosto, em Goianápolis (GO). A situação dos aeroclubes estará em pauta durante o evento, ampliando o debate sobre formação profissional, renovação da mão de obra e fortalecimento da infraestrutura aeronáutica nacional.
Agenda ampliada
Enquanto isso, Oliveira também sugeriu em Canela a construção de uma agenda permanente de trabalho entre as entidades envolvidas. O que incluiria a realização de novos encontros para estruturar ações conjuntas e culminar em um fórum nacional em Brasília – aproximando o tema dos formuladores de políticas públicas e do Congresso Nacional.
O Congresso Sul em Canela ocorreu em um momento de preocupação crescente entre dirigentes de aeroclubes. Além das dificuldades financeiras, muitas instituições enfrentam restrições operacionais e disputas territoriais em áreas aeroportuárias cada vez mais valorizadas. Fatores que reforçam a preocupação do setor com a preservação dos aeroclubes, responsáveis pela formação de milhares de pilotos ao longo das últimas décadas e considerados essenciais para a renovação da mão de obra da aviação brasileira.

