Governo do Paraná investe R$ 2,7 milhões em avião agrícola autônomo

O projeto para o AgroVant prevê uma aeronave com motor a combustão, velocidade de 150 km/h, com previsão de se chegar a um aparelho autônomo

O Governo do Paraná anunciou, na última sexta-feira (26), o investimento de R$ 2,7 milhões para o desenvolvimento de um avião não-tripulado para pulverização área. O recurso será repassado via Fundação Araucária, dentro dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs). No caso, para o projeto AgroVant, dentro do Napi Aeronaves de Pequeno Porte. A iniciativa prevê um aparelho com motor a combustão e velocidade de 150 quilômetros por hora. Inicialmente operado por controle remoto, mas com foco em se chegar a um modelo autônomo.

A notícia foi divulgada pela Agência Estadual de Notíciasvinculada ao Palácio Iguaçu.

O Napi Aeronaves de Pequeno Porte conta com a parceria da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Instituto Federal do Paraná (IFPR), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e da Indústria Paranaense de Estruturas (IPE). Segundo o articulador da iniciativa e pesquisador do Laboratório de Inovação e Tecnologia em Sistemas Embarcados da UTFPR Douglas Renaux, trata-se de um projeto pioneiro e, ao mesmo tempo, complexo.

CONFIGURAÇÃO

A proposta dos pesquisadores inclui sistemas com câmeras integradas a inteligência embarcada para o controle de um aparelho com massa superior a 1 tonelada. “Não se tem conhecimento de uma aeronave com este porte, para aplicação civil, atualmente em operação no mundo”, assinala Renaux. “Inicialmente ela vai ser pilotada remotamente, ou seja, vai ter uma pessoa no chão responsável pela pilotagem. Ao longo do tempo a gente quer ir aumentando o nível de autonomia até que a gente possa ter uma aeronave 100% autônoma”, explica o pesquisador.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que a eletrônica embarcada deverá ser desenvolvida pelas universidades. Ele frisou também a importância da expertise da IPE para o projeto. A empresa iniciou suas atividades nos anos 1960, focada na manutenção de aeronaves leves. Nos anos 1970 começou a fabricar o planador Quero-Quero e em seguida passou a produzir também o planador de instrução Nhapecan – utilizados em aeroclubes de todo o País. Nos anos 90, a IPE partiu para a produção de aeronaves a motor. Isso com o Guará, um avião de instrução.

TECNOLOGIA: aparelho está sendo desenvolvido com participação da indústria e da academia, com motor a combustão e inicialmente com operador remoto teve sua maquete… 

 

…apresentada pelos integrantes do Napi Aeronaves de Pequeno Porte Fotos: Fundação Araucária