“Profissionais essenciais à aviação agrícola brasileira e que contribuem muito para ela seja uma das melhores do mundo – e, não por acaso, têm presença obrigatória em campo em todas as suas missões nas lavouras pelo País.” Essas são, nas palavras do presidente do Ibravag, Júlio Augusto Kämpf, características inerentes às centenas de (na verdade, quase dois mil) técnicos agrícolas que atuam junto a empresas aeroagrícolas e operadores privados em todo o Brasil. E que festejam nesta sexta-feira o seu dia. Homenageados pelo Sindag e pelo Ibravag neste 5 de novembro, os técnicos agrícolas também estão entre os profissionais no radar dos programas de qualificação contínua das duas entidades (junto com pilotos, agrônomos e o pessoal administrativo, além dos próprios empresários).
“Pelo menos três situações que deixam claro o quanto valorizamos esses profissionais: quando abrimos oportunidade para que os técnicos também participassem do MBA Gestão, Inovação e Sustentabilidade Aeroagrícola, o fato deles estarem incluídos na Academia Brasileira de Tecnologia de Aplicação Aérea e o esforço que fizemos para que os técnicos executores tivessem prerrogativa também nas operações drones, durante a construção da regulamentação a ferramenta junto ao Ministério da Agricultura”, destaca o presidente do Sindag, Thiago Magalhães da Silva. No caso do MBA aeroagrícola, apesar de se tratar de uma pós-graduação universitária, o projeto (pioneiro no mundo com foco em sustentabilidade) passou a permitir os técnicos como alunos de curso de extensão em cada uma de suas disciplinas.
Já na Academia de Tecnologia, os técnicos agrícolas representaram uma fatia considerável dos 342 inscritos para as 14 palestras – que tiveram muita interação dos participantes. Quanto à Portaria 298/21, do Ministério da Agricultura – que começou a valer em outubro e vinha sendo construída desde 2018 com ajuda das duas entidades aeroagrícolas nacionais, a norma considerou que técnicos agrícolas com Curso de Executor em Aviação agrícola (CEAA) pudessem atuar automaticamente como operadores de aeronaves remotamente pilotadas (ARPs). Sem precisar fazer o curso específico exigido na regulamentação.
CURIOSIDADE: a celebração da data desse profissional da linha de frente do agronegócio brasileiro pela Lei nº 13.099/2015 e remete à criação do Curso de Capatazes Rurais, oficialmente lançado em 5 de novembro de 1910, na Escola Técnica de Agricultura em Viamão (ETA), no Rio Grande do Sul. Foi quando se começou a estabelecer uma profissão que mudaria o País – com a primeira turma formada em 1914. Aliás, foi num 5 de novembro que, em 1968, veio a Lei Federal 5.524, que oficializou as profissões de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio – regulamentada pelo Decreto Federal 90.922/85.