NOTA OFICIAL – aplicação aérea em Cedral/SP

Sobre a matéria publicada na quarta-feira (5) e atualizada na quinta (6), no portal do Diário da Região a respeito de suposta falha em uma aplicação aérea feita em Cedral, no interior paulista, e repercutida na imprensa da região, salientamos que está correta a informação de que as regras do setor estabelecem distâncias de segurança nas aplicações aéreas. O que é determinado pela Instrução Normativa nº 2/2008, do Ministério da Agricultura. Neste caso, destacando o mínimo 500 metros de povoações, cidades, vilas e bairros. Bem como pelo menos  250 metros de moradias isoladas.

Ao mesmo tempo, apenas pelas imagens veiculadas na reportagem é difícil avaliar a distância real da aeronave – por fatores como profundidade de campo da lente do aparelho com o qual foi feito o vídeo, por exemplo. Bem como, apenas pelas imagens, não dá para identificar o proprietário do avião.

Porém, lembramos que a aviação é a única ferramenta para o trato de lavouras com inúmeros requisitos previstos na legislação. Tanto em relação às distâncias de segurança, quanto pela exigência de pátio de descontaminação e a obrigatoriedade de relatório minucioso de cada missão (contendo desde o registro eletrônico e inviolável de cada voo até a assinatura dos responsáveis). Isso além da exigência de equipe especializada em campo e outras obrigações do setor.

Por isso mesmo, é a ferramenta mais facilmente fiscalizável (e punível, quando é o caso). Daí também a mais segura – considerando que os riscos nas aplicações de insumos são os mesmos tanto para as operações aéreas quanto terrestres.

Além disso, o Sindag também vem sistematicamente reforçando junto às associadas tais preceitos em programas como Academias de Segurança Operacional, o Boas Práticas Aeroagrícolas (BPA Brasil, em parceria com o Sebrae) e outras ações contínuas da entidade. Ao mesmo tempo em que conta com a parceria dos órgãos de regulação em ações de conscientização das equipes e troca de informações.

Sem interferir, no entanto e em nome da lisura dos processos, nas fiscalizações – que, pelo que soubemos, estão ocorrendo na região (assim como acontecem rotineiramente em todo o Estado). Porém, com cautela e sempre atentos ao resultado do trabalho dos órgãos reguladores, no intuito de reforçar os processos de segurança e corrigir rumos quando necessário. Da mesma forma que valorizamos o trabalho independente da imprensa – que também ajuda na melhoria de nossa atividade.

Assim, a fim de dar tranquilidade à população sobre a lisura de um setor sempre visto e pouco conhecido, destacamos que as cerca de 40 associadas ao Sindag no Estado de São Paulo  também reiteram o compromisso com a legalidade e as boas práticas aeroagrícolas.

Regramento que, aliado à tecnologia de ponta do segmento, faz o Brasil ter a segunda maior e uma das melhores aviações agrícolas do planeta (atrás apenas dos Estados Unidos). Lembrando que o Estado paulista tem a terceira maior frota no ranking nacional, atrás apenas do Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Além de ser berço da formação de técnicos e pilotos e da fabricante Embraer – que é a responsável direta por um terço da frota aeroagrícola nacional ser movida a biocombustível (algo ainda longe de ser igualado no planeta).

Para mais informações sobre o setor (com links para legislação e outras fontes primárias), basta acessar o link:

https://sindag.org.br/fatos_e_mitos/aviacao-agricola-seguranca-e-importancia-x-fatos-e-mitos/