27 de janeiro de 2026

GT aeroagrícola do Paraná define ações para 2026

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Cartilhas e eventos técnicos estão no horizonte do grupo encabeçado pelo Sindag e que reúne entidades e profissionais com foco na qualificação, segurança e diálogo com a sociedade

O Grupo de Trabalho (GT) da Aviação Agrícola do Paraná definiu três eixos estratégicos de atuação — conscientização, capacitação e inovação — durante sua primeira reunião oficial, realizada na última sexta-feira (23), em formato online. Coordenado pelo Sindag, por meio de seu assessor de Relações Institucionais, Divaldo Custodio Maciel, o GT paranaense também alinhou as diretrizes que irão nortear as ações para 2026, com foco no fortalecimento institucional do setor, na qualificação técnica e na ampliação do diálogo com a sociedade.

A iniciativa busca estruturar, em nível estadual, uma agenda permanente de diálogo entre a aviação agrícola e outros segmentos do agronegócio, em um momento de crescente demanda por transparência, segurança operacional e integração tecnológica no campo.

Em pauta, a preparação de uma agenda contínua de iniciativas para promover boas práticas operacionais, aprimorar a comunicação intersetorial e estimular a inovação tecnológica no campo.

Entre as frentes já em andamento, destaca-se o desenvolvimento da cartilha de boas práticas de convivência entre a apicultura e a aviação agrícola, com a participação de técnicos do setor aeroagrícola, engenheiros agrônomos e representantes ligados à apicultura. O material terá como foco central estabelecer canais permanentes de diálogo entre aplicadores, produtores rurais e apicultores.

“Não se trata apenas de produzir um material informativo, mas de criar uma ferramenta que seja efetivamente colocada em prática no campo, com um plano de divulgação e de implementação junto aos públicos envolvidos”, explica Divaldo Maciel. A expectativa, segundo o coordenador, é que o lançamento da cartilha ocorra ao longo de 2026, preferencialmente em um evento do calendário agro do Estado.

ARTICULAÇÃO: encontro virtual teve representantes do setor produtivo, entidades técnicas e interlocutores institucionais

DRONES

A mesma lógica será aplicada à cartilha de boas práticas de convivência entre a sericicultura e a aviação agrícola, que também está no radar do GT aeroagrícol. A proposta é assegurar que o conteúdo reflita as necessidades reais das atividades, estabelecendo uma relação de confiança. Daí a aposta na construção conjunta, com reuniões técnicas específicas e uma estratégia de comunicação voltada tanto para a elaboração quanto para a aplicação prática das recomendações.

Outra publicação semelhante nos planos é a cartilha sobre drones agrícolas voltada para prestadores de serviço. Neste caso, complementando o trabalho iniciado em outubro de 2025, quando o GT lançou sua primeira publicação sobre o tema. A ideia agora é aprofundar aspectos operacionais, regulatórios e de integração entre drones e aeronaves tripuladas — com conteúdo voltado para prestadores de serviços.

Propostas de ações por eixos

No eixo da conscientização, o grupo também está estruturando um calendário integrado de eventos do setor, com o mapeamento de feiras, congressos, encontros técnicos e seminários relevantes no Paraná, tanto próprios quanto inseridos em agendas maiores do agronegócio estadual. Entre as ações já previstas estão a possível participação no Congresso Paranaense de Engenheiros Agrônomos (que teve sua última edição em 2024 e ainda não tem data confirmada), além da realização de atividades técnicas em eventos regionais, com prioridade para painéis, palestras e oficinas temáticas.

Já no campo da capacitação, uma das propostas é a realização de uma qualificação sobre o setor junto à equipe interna do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA/PR). A proposta é alinhar conceitos técnicos, operacionais e regulatórios relacionados à aviação agrícola, criando uma base comum de entendimento entre fiscais, analistas e profissionais do setor. A ideia ainda está em análise e a proposta é contar com a parceria de entidades técnicas e especialistas convidados, com foco em padronização de procedimentos, atualização normativa e maior integração institucional.

No eixo da inovação, há a proposta  organização do Seminário Estadual de Tecnologia de Aplicação – ainda em fase de definição de formato. O público-alvo inclui engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, operadores, empresários do setor e representantes de órgãos reguladores. A previsão é que o seminário ocorra no segundo semestre de 2026.

O GT da Aviação Agrícola do Paraná é composto por representantes do Sindag e também da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), com apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapar), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea/PR) e outras entidades deve ser convidadas. As reuniões do grupo são quinzenais, com encontros temáticos conforme o avanço das pautas.

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