Presidente Hoana Almeida, diretor Gabriel Colle e o ex-presidente e empresário Nelson Paim falaram sobre fiscalização, pesquisas e avanços regulatórios
A presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, esteve na tarde da quinta-feira (25), em Brasília, com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para tratar de temas estratégicos da aviação agrícola. O encontro teve foco em três frentes: reforço da fiscalização contra operadores irregulares, modernização da legislação e valorização das pesquisas científicas que comprovam a segurança e eficiência da atividade. Participaram ainda, pelo Sindag, o diretor-executivo Gabriel Colle e o ex-presidente Nelson Antônio Paim. Pelo Mapa, estiveram presentes também a diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos do Mapa, Edilene Cambraia, e o secretário de Defesa Agropecuária do órgão, Carlos Goulart.
Os representantes aeroagrícolas reiteraram ao ministro a necessidade de reforçar a presença fiscalizatória do Mapa nos Estados, com foco nas operações irregulares. Hoana lembrou que o Sindag trabalha constantemente pela melhoria contínua do setor, com projetos de educação, qualificação e aprimoramento de pessoal e processo junto a seus associados, além de transparência e aproximação com diversas instituições nos 24 Estados onde a tecnologia está presente.
“Defendemos sempre quem está dentro da legalidade. O que queremos é que quem está fora venha para dentro das regras do jogo e trabalhe com responsabilidade”, resumiu. Destacando ainda que o foco do encontro abrangeu operadores tanto aeronaves tripuladas — aviões e helicópteros — quanto os drones, que vêm tendo atuação crescente nas lavouras.
PESQUISAS
A reunião também abordou a importância da pesquisa científica para a sustentabilidade e a segurança da aviação agrícola. Hoana entregou ao ministro uma cópia do estudo Deriva e Faixa de Segurança na Pulverização Aeroagrícola, conduzido pela Universidade de Brasília (UnB). Para isso, os pesquisadores se debruçaram sobre 400 conjuntos de dados de testes de campo realizados em 14 Estados, entre 2018 e 2023, por empresas especializadas.
O diretor Gabriel Colle aproveitou para destacar que a pesquisa é resultado de um esforço contínuo de aproximação da entidade aeroagrícola com o meio acadêmico. Que, no caso da UnB, prevê ainda uma nova etapa do estudo, com novos ensaios em diferentes lavouras e regiões do País. Para os quais as duas entidades estão buscando novas parcerias para viabilizar os trabalhos.
Além disso, os representantes do Sindag citaram também os resultados do Projeto Redagro, realizado entre 2013 e 2017 em parceria com a Embrapa e dez universidades – e que resultou foi uma Nota Técnica destacando a segurança da aviação agrícola no trato de lavouras. Isso com o intuito de pedir ao Mapa apoio para a continuação e ampliação desses trabalhos.
Regulação revista
Outro ponto central na pauta foi a revisão das normas que regem o setor. Colle ressaltou que o Sindag acompanha de perto a preparação da nova portaria do Mapa, que unificará e substituirá a Instrução Normativa nº 2/2008 (voltada às aeronaves tripuladas) e a Portaria nº 298/2021 (drones). A proposta está em fase final de elaboração após consultas públicas – que tiveram também contribuições da entidade. Os dirigentes do setor aproveitaram para reforçar o pedido de que as novas regras levem em conta os estudos e dado técnicos sobre o setor, para que se tenha um dispositivo seguro e que seja aplicável, sem travar ou onerar desnecessariamente a atividade.
Segundo Fávaro, o Ministério deve seguir trabalhando em conjunto para modernizar o setor, garantir segurança e sustentabilidade. “Fortalecendo ainda mais a contribuição da aviação agrícola para o agronegócio brasileiro.”

ALINHAMENTO: Fávaro (centro) recebeu (a patir da esq) Paim, Colle e Hoana em reunião que tece a participação também da diretora do Mapa Edilene e o secretário Goulart – fotos: Imprensa/Ministério da Agricultura
