Revista AvAg: como o setor deve se preparar para 2025/26

Mudanças no mercado podem pressionar, mas também abrir espaço para quem inovar e ajustar o plano de voo

A safra 2025/2026 acende o sinal de alerta para o setor de aviação agrícola. Em meio a um cenário internacional marcado por tensões comerciais e incertezas, as empresas de pulverização aérea vão precisar de preparo estratégico para manter a competitividade. Segundo especialistas, entre os fatores que preocupam estão possíveis sobretaxas sobre peças e motorização importadas — um risco que o Sindag vem monitorando continuamente. Ao mesmo tempo, o Brasil ainda opera com grande margem de crescimento na aplicação aérea, o que reforça o potencial para expansão da tecnologia, seja via aeronaves ou drones.

No entanto, o recuo da área plantada em culturas como o arroz (cujo plantio deverá cair cerca de 5,6 %) traz impacto direto para o segmento, especialmente no Sul do país, onde o rendimento de aplicações aéreas nessa cultura é elevado. Já para o milho, há projeção de aumento da área de 3,5 %, o que abre espaço favorecido para o serviço aéreo — desde que alinhado a custos sob controle, câmbio, e demanda real.

Por fim, o custo de produção elevado (fertilizantes, óleo diesel, manutenção importada) e a volatilidade do dólar aparecem como variáveis que pesam para operadores que precisam manter frota, avanço tecnológico e estabilidade operacional. Assim, para o setor aeroagrícola, a mensagem é clara: não basta estar pronto — é preciso planejar, diversificar e reagir com agilidade aos desafios globais e às transformações do campo.

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