Balanço apontou público de 126 mil pessoas diretamente abrangidas durante o ano, e 2026 segue com foco na reputação, diálogo com a sociedade e vantagens da terceirização para produtores
O Sindag encerrou 2025 com recorde de 126 mil pessoas abrangidas diretamente em sua agenda institucional ao longo do ano. Os dados constam no Relatório de Atividades do ano divulgado nesta semana pela entidade. Segundo o documento, o público se distribui entre 837 eventos, encontros e ações (presenciais ou online) promovidos pelo sindicato ou dos quais seus representantes participaram diretamente – debatendo ou apresentando informações sobre o setor. As iniciativas estão classificadas no relatório em frentes como Promoção do setor, Articulação institucional, Governança, Qualificação, Associativismo, Regulamentação, Pesquisa & Inovação e Serviços.
Mais do que volume, os números revelam a atuação do Sindag por praticamente todo o mapa brasileiro. Entre as unidades da Federação, São Paulo liderou o ranking, com 36 ações, seguido por Goiás (23), Mato Grosso (18) e Rio Grande do Sul (12) — Estados que concentram parte expressiva da frota aeroagrícola brasileira e das cadeias produtivas mais dependentes de tecnologia aérea.
Para o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, os números refletem um trabalho contínuo de construção de reputação. “Nosso esforço é permanente para preservar a imagem de eficiência e segurança da aviação agrícola. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o diálogo com a sociedade e mostrando, de forma transparente, como o setor é regulado e tecnicamente qualificado”, afirma.
Segundo ele, para 2026 segue também o foco crescente no relacionamento com os produtores rurais. “Temos reforçado as vantagens econômicas e técnicas da terceirização do trato das lavouras, com empresas especializadas. Isso reduz custos, aumenta a segurança e permite acesso à melhor tecnologia disponível, sem que o produtor precise imobilizar capital”, completa.
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As ações de Promoção do setor abrangeram, por exemplo, a presença do Sindag em feiras agropecuárias como 30ª Agrishow, em Ribeirão Preto/SP; 48ª Expointer, em Esteio/RS, e 25ª Agrotins, em Palmas/TO. Isso além de palestras abertas em universidades e sindicatos rurais, entrevistas em rádios e TVs regionais, lives no YouTube e projetos de diálogo e boa convivência no campo. O foco é explicar, em linguagem acessível, como funciona a aviação agrícola, suas regras, seus cuidados ambientais e seu papel na produtividade das lavouras.
Já a frente de Articulação institucional, com 244 eventos e 16,7 mil pessoas abrangidas, envolve reuniões com autoridades, parlamentares, ministérios, órgãos reguladores e entidades do agro. Entram nessa categoria agendas em Brasília, audiências públicas, encontros com federações de agricultura e participação em fóruns como o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e conselhos temáticos da indústria. O objetivo é defender o setor, antecipar riscos regulatórios e construir soluções conjuntas para temas como drones agrícolas, combate a operadores irregulares e segurança jurídica.
As ações de Governança, que totalizaram 123 eventos e 2,3 mil participantes, dizem respeito à vida interna da entidade e à organização do próprio setor. Incluem reuniões do Conselho de Administração, assembleias com associados, planejamento estratégico, prestação de contas, definição de agendas institucionais e alinhamento de campanhas nacionais, como o Ano da Segurança na Aviação Agrícola.
Na frente de Qualificação, foram 94 eventos que reuniram 10,6 mil pessoas, abrangendo cursos, workshops, seminários técnicos e programas de atualização profissional. Aqui entram, por exemplo, cursos de segurança de voo, capacitações sobre boas práticas de aplicação, treinamentos para pilotos e técnicos, parcerias com universidades (como a UnB) e semanas temáticas focadas em prevenção de acidentes.
As iniciativas de Associativismo — 94 eventos e 2,8 mil participantes — concentram ações voltadas à base do setor: encontros regionais com empresas aeroagrícolas, reuniões de integração de novos associados, apoio à criação ou fortalecimento de sindicatos estaduais e atividades para ampliar a representatividade da entidade em novas regiões.
Já as ações de Regulamentação, que somaram 42 eventos e 1,6 mil pessoas, incluem audiências públicas, reuniões técnicas com o Ministério da Agricultura (Mapa) e a Anac, mobilizações em torno de consultas públicas, produção de notas técnicas e debates sobre a atualização das normas para aviões e drones agrícolas.
Na frente de Pesquisa e Inovação, foram 23 eventos e cerca de 4 mil participantes, reunindo parcerias com universidades, apresentação de estudos sobre deriva, segurança e tecnologia de aplicação, apoio a projetos como os do Núcleo de Estudos em Aviação Agrícola (Neaagri) da UnB e lançamentos de relatórios técnicos sobre drones, sustentabilidade e novas ferramentas do setor.
Por fim, as ações classificadas como Serviços, com 26 eventos e 365 pessoas atendidas, englobam atendimentos técnicos e jurídicos, orientações individualizadas a empresas, apoio documental, esclarecimentos regulatórios e suporte a operadores em temas como relatórios operacionais, licenciamento e conformidade normativa.

DINÂMICA: balanço das ações do setor refletem o esforço contínuo da entidade aeroagrícola para aprimorar o setor e manter o diálogo com a sociedade – foto Castor Becker Júnior/C5 NewsPress