Entrevista do quadro Nas Asas da Aviação Agrícola do sábado foi com o agente de Desenvolvimento do Sindag, Josué Vieira, falando sobre a Drone Show corrida em SP
A participação do Sindag na última edição da Drone Show, ocorrida na última semana (de 21 a 23 de maio, em São Paulo, e o mercado da ferramentas aéreas remotas na agricultura foram o tema do quadro Nas Asas da Aviação Agrícola do último sábado(25). Para isso, a entrevista do jornalista Alex Soares foi com o agende de Desenvolvimento Regional do Sindag, Josué Andreas Vieira, que palestrou no evento e conversou com autoridades, operadores e fornecedores de tecnologias, nos três de dias de programação no Expo Center Norte, em São Paulo.
Confira no final do texto o vídeo com a íntegra da entrevista
“Quem nos perguntava em 2023 sobre concorrência, hoje já entende claramente a complementariedade das ferramentas”, destacou Vieira, sobre a convivência entre aviões agrícolas e as ferramentas remotas em campo. “Encontramos vários exemplos de operadores agrícolas de aeronaves tripuladas que incorporaram drones em suas operações e ganharam mercados. Inclusive atendendo produtores que não era atendidos antes”, completou o especialista. O que, segundo ele, fica fácil de entender apenas observando os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a estrutura fundiária brasileira.
“Segundo o Senso Agro 2017, as propriedades médias no brasil são de até 70 hectares. Extremamente compatível com o uso de drones. Muitas inclusive em áreas de relevo acidentado”. O especialista destacou que esse foi também o tom de sua apresentação no seminário Drones na pulverização e controle biológico. Ao lado de especialistas de empresas de consultoria, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
“E, assim como aviação tripulada, os drones utilizam menos água, têm um bom controle de deriva e uma legislação específica, prevendo inclusive faixas de segurança para as aplicações.” Sobre números, Josué conversou com Alex Soares sobre duas referências: o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), do Mapa, e o Sistema de Aeronaves não Tripulada (Sisant), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “No Sisant, dos 140 mil drones registrados no País, 5,9 mil são drones agrícolas. Quanto a operadores – empresas prestadoras de serviços de aplicação e produtores que têm seus próprios drones – (registrados no Sipeagro), temos cerca de 700. Daí a importância do Sindag para que o número de operadores feche com o de operadores”, enfatizou Vieira.
Para ele, é preciso acertar a regulação. O que é feito tanto com apoio dos operadores regularizados quanto com os órgãos oficiais: Mapa, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fiscalizações estaduais e polícias ambientais, por exemplo. “Aquele que ainda não está regularizado muitas vezes só precisa informação”, pontuou Vieira, que lembrou ainda a Nova Lei dos Agrotóxicos, vigente desde dezembro, e da Lei do Autocontrole, que vale desde 2022. Dispositivos que, na prática, não só aumentaram o peso das multas, como, em caso de problemas nas aplicações de insumo, chamam à responsabilidade não só operadores aeroagrícola (de aviões ou drones), como também o contratante dos serviços e inclusive o agrônomo que receitou os produtos.]