Ex-dirigente Andrew Moore deixou a entidade em maio, após 29 anos de casa, e a equipe de seis funcionários da casa e apoios externos seguem atuando durante a transição
A Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (NAAA, na sigla em inglês) ainda busca um novo diretor-executivo, após a saída de Andrew Moore, anunciada em maio. A vaga continua em aberto, segundo informou nesta quarta-feira (23) o portal revista AerialFire.
A publicação pertence à Marsayl Media, que também edita a revista AgAir Update – que tem edições em português e espanhol para o Brasil e América Latina. Graham Lavender, presidente do grupo, integra o conselho diretor da NAAA como representante da Associação de Aviação Agrícola do Estado da Georgia (GAAA).
A NAAA não informou o motivo da saída de Moore, nem esclareceu se o desligamento em maio foi uma decisão do ex-diretor ou da entidade. Porém, a associação estadunidense agradeceu, em nota, pelos 29 anos de dedicação do ex-dirigente. E afirmou que a equipe e assessores contratados por ele manteriam as atividades pelo menos durante a transição. Enquanto isso, os interessados podem enviar seus currículos via web à entidade.
Entre os requisitos para o cargo, a Associação norte-americana exige experiência ou formação ligada à agricultura ou à aviação agrícola, boa comunicação oral e escrita, além de domínio de tecnologia. A função possibilita trabalho remoto, mas é necessário disponibilidade para viagens pelos Estados Unidos, com possibilidade de viagens internacionais. Experiência com conselhos, comissões, autoridades eleitas e órgãos governamentais é considerada desejável.
Trajetória e atribuições
Moore ingressou na NAAA em 1997, como diretor de assuntos legislativos e regulatórios, e assumiu o cargo de diretor-executivo em 2002. Entre os resultados destacados pela associação estão a atuação para que aeronaves agrícolas voltassem a voar após os ataques de 11 de setembro de 2001, a obtenção de isenção do imposto federal sobre combustível de aviação e outras ações e conquistas nos campos legislativo e institucional. A NAAA também atribuiu a Moore papel na defesa de recursos federais para pesquisa em aplicação aérea.
O novo dirigente ficará à frente de uma equipe de seis pessoas e responderá ao Comitê Executivo e ao Conselho de Administração. Entre as atribuições estão representar publicamente a associação, manter contato com os associados, conduzir a agenda de relações governamentais e defesa de interesses no Congresso e em órgãos federais, administrar finanças e parcerias, ampliar e engajar o quadro de membros e supervisionar comunicação e programas educacionais.

A vaga também prevê liderar o planejamento estratégico e diversificar as receitas da entidade. A vaga possibilita trabalho remoto, mas é imprescindível disponibilidade para viajar frequentemente por todo o território norte-americano – para reuniões, visitas e eventos presenciais.
O peso da representação
Fundada em 1966, a NAAA abrange operadores, pilotos e outros profissionais ligados ao setor aeroagrícola, somando quase 2 mil membros. Operadores podem se associar diretamente, mas as associações estaduais ou regionais também integram a estrutura da entidade e indicam representantes para o conselho nacional.
Sobre os números do setor da terra do Tio Sam, a última pesquisa NAAA (referente à temporada de 2019) apontou 1.560 empresas de aplicação aérea e 3.588 aeronaves (3.014 aviões e 574 helicópteros) no país. O relatório identificou operadores aeroagrícolas instalados em 45 dos 50 Estados norte-americanos, mas com operações ocorrendo em todo o País.
Ainda segundo o estudo, a aviação agrícola estadunidense trata anualmente 127 milhões de acres (cerca de 51 milhões de hectares) de lavouras, além de 3,2 milhões de hectares de pastagens e campos de criação e 2 milhões de hectares de florestas. Mais outros 1,9 milhões de hectares cobertos em ações de saúde pública (combate a mosquitos).
GANHO
Quanto ganho econômico, a NAAA calcula em US$ 37 bilhões anuais o valor associado à aplicação aérea para milho, trigo, algodão, soja e arroz no País. Considerando aí os efeitos para agricultores, fornecedores de insumos, processadores e setores de transporte e armazenagem.
O cálculo leva em conta o valor econômico associado à produção dessas culturas, não o faturamento das empresas operadoras. Já a pesquisa da NAAA sobre a temporada de 2024, respondida por 19,6% dos operadores, registrou médias de 330 horas voadas por aeronave e 920 horas por operação. Valores que se referem às médias dos participantes, não uma contagem total das horas voadas pelo setor nos Estados Unidos.