Aplicações aéreas nos EUA devem ocorrer nesta terça-feira na região de Nova Orleans, por empresa com experiência em usar equipamentos brasileiros nesse tipo de operação
Aviões bimotores devem sobrevoar partes de Gretna e Harvey, na região metropolitana de Nova Orleans, para uma operação de controle de mosquitos na noite desta terça-feira (29). Os voos, no estado norte-americano da Louisiana, estão previstos para começar às 19h no horário local — 21 horas em Brasília. Segundo o governo de Jefferson Parish, (condado, no Estado chamado de paróquia – parish) a medida responde ao aumento da atividade de mosquitos na região. Caso as condições climáticas impeçam a operação, a aplicação ficará para a primeira noite em que o tempo permitir.
Os voos estarão a cargo da Vector Disease Control International (VDCI), empresa especializada em controle de mosquitos. Sediada no Arkansas e com atuação em mais de 20 Estados norte-americanos, a companhia tem ligação com a tecnologia aeroagrícola brasileira. Em abril de 2022, participou com a Turbine Conversions de testes realizados em Utah com atomizadores rotativos M14 da paranaense Zanoni Equipamentos.
A avaliação mediu o tamanho das gotas produzidas pelos equipamentos e, segundo os resultados divulgados pela fabricante e repercutidos pelo Sindag, a calibração atendeu aos requisitos para o controle de mosquitos adultos. Meses depois, uma aeronave da VDCI equipada com atomizadores Zanoni participou de aplicações contra mosquitos no condado de Polk, na Flórida, após a passagem do furacão Ian.
No entanto, não há detalhes sobre a origem dos equipamentos embarcados a serem usados nesta terça.
Voos a 91 metros
De acordo com o comunicado sobre os voos na operação serão a aproximadamente 300 pés de altitude, ou 91 metros. As aeronaves têm um sistema de orientação próprio para aplicações contra mosquitos e recebem, durante o voo, dados de temperatura, velocidade e direção do vento para ajustar a aplicação. O produto anunciado é aprovado pela Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA), para uso em áreas residenciais e agrícolas.
A operação integra um trabalho contínuo que inclui armadilhas e inspeções para acompanhar a presença de larvas e adultos, trata criadouros e faz aplicações terrestres ou aéreas conforme a necessidade. Em 2024, aviões trataram mais de 38 mil acres — cerca de 15,4 mil hectares — para enfrentar grandes aumentos na população dos insetos.
Além livrar os moradores do incômodo das picadas, as ações de prevenção buscam fundamentalmente prevenir doenças como a causada pelo vírus do Nilo Ocidental, transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex. Neste caso, um tipo de infecção pode provocar desde uma simples febre até (nos casos mais graves) meningite ou encefalite.
Clique abaixo para conferir o comunicado oficial sobre a operação:
