Levantamento preliminar apresentado pelo Sindag no encontro do Clube dos Aviadores do Oeste Baiano revela que o Estado tem dois dos quatro municípios com mais aviões agrícolas do País
A frota aeroagrícola da Bahia passou de 99 aeronaves em 2019 para mais de 180 em 2025, com crescimento de quase 90% em seis anos. O dado faz parte de um estudo abrangendo todo o País, que deve ser apresentado pelo Sindag ainda no mês de outubro. O diretor operacional da entidade, Cláudio Júnior Oliveira, que conduz a pesquisa, apresentou uma prévia do recorte baiano na 3ª Confraternização do Clube dos Aviadores do Oeste Baiano (CAOB).
O evento foi na última semana em Luís Eduardo Magalhães. Mais precisamente no Aeroporto Ondumar Ferreira Borges, reunindo pilotos, proprietários de aeronaves, operadores aeroagrícolas, pesquisadores, clientes e outros representantes da comunidade aeronáutica. Oliveira também abordou números que sustentam a importância das ferramentas aéreas para garantir alta produtividade de grãos e algodão no Estado, que alcançou uma produção agrícola de R$ 55,5 bilhões no ano passado.
Outro recorte antecipado por Oliveira mostra que São Desidério e Luís Eduardo Magalhães estão entre os quatro municípios brasileiros com maiores frotas de aviões agrícolas. Isso entre as 24 unidades da Federação onde opera essa tecnologia.
Aviação e agronegócio
A programação do CAOB abordou segurança nas operações e tecnologias para o setor. Parceiras do Sindag (e potências do setor), como a ABA – Manutenção em Aeronaves, Aeroglobo Aeronaves, Global Parts, AgroEfetiva e Zanoni Equipamentos, também fizeram apresentações. Criado como uma confraternização entre aviadores, o encontro ampliou o espaço de relacionamento entre profissionais da aviação, empresas e produtores rurais.
A localização ajuda a explicar essa aproximação. Luís Eduardo Magalhães fica em uma região de grandes lavouras de soja, milho e algodão e é chamada de Capital do Matopiba, fronteira agrícola que abrange o Oeste da Bahia e áreas do Maranhão, Tocantins e Piauí – e cujo nome vem da junção das siglas dos quatro Estados. Ali, a demanda por operações em grandes extensões de cultivo acompanha a expansão do agronegócio.
O estudo de agora amplia a visão sobre o levantamento da frota aeroagrícola nacional, apresentado pelo Sindag ainda em fevereiro, durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão, no Rio Grande do Sul. O levantamento confirmou que o País segue com a segunda maior frota aeroagrícola do planeta – com mais de 2,8 mil aviões e helicópteros operando em suas lavouras. Atrás apenas dos Estados Unidos, que têm cerca de 3,6 mil aeronaves em sua frota agrícola.

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PALESTRA: Oliveira apresentou um panorama do setor para uma plateia que envolvendu desde produtores rurais até autoridades, operadores, pilotos e fonecedores de serviços e tecnologias para a aviação agrícola e aviação geral