Encontro em Eldorado do Sul reuniu 40 participantes de 11 empresas para discutir desafios do setor no Estado que é berço da aviação agrícola brasileira
As mudanças na regulamentação e os desafios do mercado aeroagrícola mobilizaram cerca de 40 participantes de 11 empresas associadas no 112º Sindag na Estrada, realizado em 28 de outubro, em Eldorado do Sul. Durante quatro horas, empresários, pilotos, técnicos, mecânicos e equipes administrativas discutiram questões que afetam a rotina das operações e apresentaram demandas para orientar a atuação do sindicato.
Com mediação do diretor-operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, a programação abordou as discussões sobre um novo decreto para a aviação agrícola, o cenário político e econômico e os projetos de lei com impacto sobre a atividade. O encontro também abriu espaço para esclarecer a atuação da entidade diante da expansão dos drones de aplicação e da inclusão de seus operadores no quadro de associados.
A etapa gaúcha contou com a presença do presidente do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), Júlio Augusto Kämpf, e patrocínio da DP Aviação. Desde 2017 o Sindag na Estrada vem promovendo encontros em todas as regiões do País com foco de aproximar a entidade de quem está na linha de frente no trabalho em campo. A mesmo tempo, aprimorando a troca de informações sobre panoramas e oportunidades em cada ponto do País.
DESAFIOS
Entre os assuntos tratados estiveram os desafios regulatórios em Brasília, com os debates em torno da atualização do regramento das atividades aeroagrícolas. O cenário após as eleições também entrou na pauta, com uma avaliação do ambiente político e de seus possíveis reflexos sobre a atividade.
O debate se somou às questões de mercado, com Oliveira falando ainda sobre as variações e tendências do Índice de Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG). Neste caso, destacando um outubro que terminou com alta pressão do dólar sobre os custos da aviação agrícola.
O encontro teve ainda uma fala da coordenadora administrativa do Sindag, Marília Schüller, sobre o Fundo de Defesa da Aviação Agrícola Eduardo Azambuja Júnior. Iniciativa criada em 2023 e que entrou e nova fase desde julho, com mentorias presenciais, capacitações on-line e outras vantagens para os apoiadores.
No berço da aviação agrícola
A realização do encontro no Rio Grande do Sul tem um significado especial para o segmento. Foi em Pelotas, em 1947, que ocorreu o primeiro voo agrícola brasileiro, em uma operação de combate a gafanhotos. Além dessa ligação histórica, o Estado mantém a segunda maior frota aeroagrícola do País, atrás de Mato Grosso.
Eldorado do Sul reúne outra característica que aproxima o encontro da realidade atendida pelo setor. Embora integre a Região Metropolitana de Porto Alegre, o município está na transição para a chamada Metade Sul, onde as lavouras de arroz irrigado têm forte presença na paisagem e na economia rural.
Principal motor agrícola local, a orizicultura mantém uma relação estreita com a aviação agrícola, utilizada no manejo das lavouras ao longo da safra. A produção regional inclui ainda soja e milho, culturas também atendidas pelas operações aéreas.

