SEGURANÇA: vídeo mostra como a física que age no voo agrícola

Material produzido pela Air Tractor, com legendas em português, faz uma imersão nas forças envolvidas no voo a baixa altura e nos balões durante as operações em lavouras, com a participação de pilotos agrícola e de acrobacias, além de um ex-astronauta de ônibus espacial

Um chamamento aos procedimentos de segurança e um trabalho indispensável para reforçar proteção dos pilotos agrícolas. Assim é o vídeo Curve com inteligência – respeite a margem de segurança, lançado pela fabricante norte-americana de aviões agrícolas Air Tractor. A versão com legendas em português pode ser conferida no canal da Air Tractor do Brasil no YouTube (ou assista no final deste texto). Além disso, na descrição do vídeo é possível clicar em cada ponto do menu, indo diretamente para o ponto que mais interessa ou para rever alguma parte da aula.   

O vídeo tem a participação do ex-piloto chefe de testes da Air Tractor, Mike Rhodes, e do piloto agrícola veterano e membro da AeroShell Aerobatic Team, Steve Gustafson, ambos falando sobre Consciência situacional no voo a baixa altura, como reconhecer e sentir uma curva segura de retorno (balão) segura e a importância do piloto estar à frente de seu avião na operação.

Tudo isso com uma explicação detalhada da física em torno do balão, o que provoca o parafuso ou faz o avião cair de dorso quando os comandos não são coordenados adequadamente. Inclusive com uma demonstração a grande altura de como essas forças agem – com um avião de acrobacias.   

NORMALIZAÇÃO DO DESVIO

O vídeo ainda traz a fala do coronel da reserva da Força Aérea norte-americana (USAF) Mike Mullane. Ex-astronauta do ônibus espacial Challenger, da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), Mullane aborda os perigos da chamada normalização do desvio. Que é quando o piloto extrapola a margem de segurança, por exemplo, em nome de um rendimento maior do trabalho. E se acostuma com isso, tendo a falsa impressão de que, como não sofreu acidente, o risco foi superado.

Para isso o ex-astronauta cita o caso da explosão da nave Challenger, em 1986. Lembrando que o acidente que matou sete tripulantes teve causa em um problema que havia sido detectado 24 missões antes da viagem derradeira. Mas foi ignorado devido a fatores como o cronograma das missões – tendo Mullane inclusive participado de uma das missões sob risco.    

Confira a íntegra do vídeo:

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