Drone para limpeza de fachadas passou a integrar rol de aparelhos que, além do setor agrícola, atendem também setores de segurança, mineração e até militar
Associada ao Sindag desde 2017 – quando se tornou a primeira empresa de drones no planeta vinculada a uma entidade aeroagrícola, a gaúcha SkyDrones lançou no mercado, em julho, um equipamento para limpeza de fachadas. No caso, o SkyClean é um aparelho de fabricação nacional – como os demais projetos da empresa, que pode trabalhar em alturas até 50 metros, com bomba de capacidade de 130 bar de pressão e com opções para águia fria ou quente. O equipamento também embarca radares de altura e de distância (para se manter estável no ar e a uma distância segura da estrutura alvo) e possui câmera o operador ter a visão do trabalho em altura.
O novo equipamento da empresa entrou para um rol que conta, além dos drones agrícolas, com equipamentos de busca e salvamento (que lançam boia auto inflável de salvamento ao localizar uma pessoa na água), aparelhos de inspeção, para o setor de mineração e até de uso militar. A fabricante brasileira também participou ativamente (junto com o Sindag) das discussões para regulamentação de drones agrícolas junto ao Mapa e para a simplificação das normas para equipamentos Classe 2 junto à Anac.
E, a partir daí, iniciou as vendas da versão de 30 litros de seu modelo agrícola Pelicano – que estava pronto desde fevereiro de 2022, mas não era comercializado em respeito à legislação. E já com a versão de 50 litros do Pelicano sendo preparada para seu lançamento até o final do ano. E fabricante gaúcha também marcou presença no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg 2023), ocorrido em julho, em Sertãozinho. E participa desde 2016 do evento promovido pelo Sindag – que é um dos maiores do mundo no segmento aeroagrícola.
PESQUISAS DE CAMPO
A SkyDrones também participa atualmente de uma pesquisa de mestrado da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), no Rio Grande do Sul, sobre o uso de drones na aplicação de herbicidas. O trabalho está a cargo do engenheiro agrônomo colombiano Jonathan Andres Garcia Montaña e deve resultar em novas recomendações para o uso da tecnologia remota nas lavouras.
A orientação acadêmica é do professor Edinalvo Rabaioli Camargo, doutor em Agronomia pela norte-americana Texas A&M University – coincidentemente, o berço do projeto AG-1, de 1950 (o primeiro avião agrícola especialmente projetado para a tarefa). E tem o apoio também da Schroder Consultoria – que é associada ao Ibravag.
