Michele Fanezzi participa do Nas Asas da Aviação

Entrevista da diretora do Ibravag no Conexão Rural abordou a atualização de pilotos e parcerias para levar a aviação agrícola para o currículo das faculdades de Agronomia

A diretora operacional do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) foi a entrevistada deste sábado, no quadro Nas Asas da Aviação Agrícola, do programa Conexão Rural. No bate-papo com o jornalista Alex Soares, Michele Fanezzi abriu falando sobre o Ibravag e seu trabalho junto a operadores privados, pilotos e todos os profissionais ligados à cadeia aeroagrícola.

A entrevista teve ainda um balanço Curso de Atualização de Pilotos Agrícolas, cuja primeira rodada terminou em outubro, depois de três edições em 2023: a primeira em Orlândia/SP (em julho) e as turmas 2 e 3 no último mês e em Catalão/GO e em Luís Eduardo Magalhães/BA.  

A iniciativa faz parte do programa Boas Práticas Aeroagrícolas (BPA Brasil) – que é uma parceria do Ibravag e do Sebrae Brasil, com apoio do Sindag.

Apesar dos pilotos agrícolas já serem profissionais altamente capacitados (são primeiro pilotos privados, depois se tornam pilotos comerciais e aí precisam somar pelo menos 370 horas de voo para  entrarem no curso de piloto agrícola), o curso de Atualização foca em temas como Finanças Pessoais, Segurança Operacional e Planejamento de Carreira, além das últimas novidades da legislação do setor aeroagrícola.

CARREIRA

A gente tem desde orientações sobre qualidade nas aplicações, cuidados para prevenir a deriva e outros temas técnicos. Mas também abordamos finanças pessoais, além de que questões físicas e psicológicas” destacou Michele. “A gente pergunta, por exemplo, onde todos querem estar daqui a cinco ou dez anos”, completou a diretora, que também é uma das instrutoras no curso.”

“A cabeça tem que estar legal no mento em que se voa. A atividade aeroagrícola faz com que os pilotos muitas vezes fiquem períodos do ano afastados de sua família por dias. Por isso é importante falar sobre sentimentos, por exemplo”, reforçou Michele. Em suma, o curso é uma novidade que tem o objetivo não só aprimorar a segurança nas operações em campo, como também promover a melhoria contínua da qualidade de vida dos profissionais.

Para que, além de focarem em ser muito bons na rotina do voo a baixa altura, operando com segurança na proteção de lavouras ou mesmo em

O objetivo do Curso de Atualização de Pilotos Agrícolas, aliás, é se tornar uma ação permanente. Mantendo-se sempre atualizado quanto a demandas e tendências do setor e seu mercado. O que tende a significar currículo diferente a cada temporada – por isso o nome terá sempre o ano de cada programação (Curso de Atualização de Pilotos 2023, 2024 etc).

PARCERIAS

No foco da Educação, a diretora do Ibravag também falou sobre outras  ações em andamento, no Instituto. Como a busca de uma parceria com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), ajudando a fomentar a ideia de incorporar disciplinas de aviação agrícola nos currículos das mais de 500 faculdades de Agronomia existentes no País. Além de conversas diretas do Ibravag com universidades, com o mesmo objetivo. Onde, aliás, o Ibravag já está em tratativas avançadas para que mais três universidades também incluam a disciplina em seus currículos:

A UniFil de Londrina, no Paraná, e a Universidade Federal de Sergipe, com disciplina obrigatória de Aviação Agrícola. E a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) com uma disciplina optativa de Aviação Agrícola no currículo do curso de Agronomia. “E temos ainda uma conversa em andamento com a Universidade de Brasília (UnB), onde inclusive já temos pré-agendado para 6 de março de 2024 o 1º Fórum Regional de Aviação Agrícola do Planalto Central.”

Outro projeto do Instituto aeroagrícola é ele mesmo se tornar também uma instituição e ensino. Nesse caso, também com projetos em andamento. Os processos são  junto à Anac, para poder ministrar a formação de pilotos na parte teórica. E junto ao Ministério da Educação para oferecer cursos de Tecnólogo em Aplicações Aéreas (curso superior) e de Técnico em Aplicações Aéreas (curso técnico).

Confira a íntegra da entrevista: