NOTA DE REPÚDIO contra a Fundação Heinrich Böll

O  SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS DE AVIAÇÃO AGRÍCOLA (SINDAG) manifesta seu REPÚDIO contra as declarações levianas e mentirosas contra o setor contidas no Atlas dos Agrotóxicos 2023, publicado pela Fundação Heinrich Böll e cuja versão em português foi lançada na última semana pela entidade alemã. É inadmissível que um documento em tese elaborado com o propósito de aprofundar o debate sobre a segurança ambiental e das pessoas preste o desserviço de utilizar informações baseadas em inverdades – estas amparadas apenas pela repetição de estereótipos contra a aviação agrícola e sem qualquer fundamentação científica.

O que acaba por relegar ao documento o papel de instrumento para uma discussão apenas de caráter ideológico (muitas vezes embasando pretensões meramente políticas), desagregadora e desprovida de foco em ações de melhoria contínua.

Os próprios estereótipos mencionados contra a aviação agrícola sequer são sustentados cientificamente no documento. Mais do que isso, contém informações que não sobreviveriam a um exercício simples de lógica, mas cujo descaso com a racionalidade temos seguidamente visto passar batido em discursos extremistas contra o setor. Caso da alegada perda de cerca de 70% dos produtos pulverizados por aviões. Onde, pelo alto custo dos insumos, estamos falando de aeronaves que chegam a transportar a o equivalente a até R$ 100  mil em cada voo de aplicação. Assim, ser a declaração no Atlas estivesse correta, equivaleria a dizer que os produtores continuam contratando uma ferramenta que simplesmente coloca fora R$ 70 mil a cada voo – o que, se fosse verdade, já teria feito o próprio mercado extinguir o setor aeroagrícola.

Mais do que isso, a própria menção da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária (Embrapa) como fonte dessa informação é outra falha descomunal. A Embrapa não só NÃO POSSUI pesquisas que sustentem essa alegação como publicou, em 2019, uma Nota Técnica ATESTANDO A SEGURANÇA DA AVIAÇÃO AGRÍCOLA. Mais do que isso, o documento também reforçou A NECESSIDADE, PELO BEM DO PAÍS, DE UM DEBATE LIVRE DE PRECONCEITOS SOBRE O TEMA. 

Aliás, vale lembrar (também ao contrário do que diz o Atlas dos Agrotóxicos) que não é o tipo de ferramenta (se aérea ou terrestre) o fator determinante do chamado efeito deriva nas aplicações em lavouras. Simplesmente porque o que determina a precisão nas aplicações é a observância das condições de umidade relativa do ar, temperatura ambiente e velocidade do vento. E muito menos a aviação é fator para uma deriva chegar a 32 quilômetros de distância de seu alvo.

Aliás, esses e outros mitos contra o setor – bem como a clareza sobre a necessidade se aprofundar esse debate – podem ser conferidos no documento  Aviação Agrícola: Segurança e Importância x Fatos e Mitos, elaborado pelo Sindag. Acessível, com links para pesquisas e fontes originais, no endereço eletrônico  sindag.org.br/fatos_e_mitos/aviacao-agricola-seguranca-e-importancia-x-fatos-e-mitos  .