Diretor do Sindag Cláudio Júnior Oliveira, que coordenou a comitiva brasileira na Flórida, foi o entrevistado deste sábado no programa do jornalista Alex Soares
O congresso aeroagrícola da Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (a NAAA Ag Aviation Expo), no início do mês, teve a maior participação brasileira em sua programação. Isso em oito anos de parceria entre a NAAA e o Sindag para visitas de ida e volta em seus principais eventos. A movimentação – em Palm Springs, na Califórnia, foi marcada também pela maior participação brasileira com palestras de empresários e especialistas daqui para operadores norte-americanos. Sem falar na proposta do Sindag e do Ibravag para criação de uma entidade aeroagrícola. Esse balanço foi o tema da entrevista deste sábado (16), do quadro Nas Asas da Aviação Agrícola, com a participação do diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira.
Confira no final do texto para a íntegra da entrevista
No bate-papo com o jornalista Alex Soares, Oliveira, destacou ainda a expectativa da pauta internacional reverberar com força em agosto (de 20 a 22), no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg de Cuiabá). Isso considerando que o encontro aeroagrícola brasileiro daqui a oito meses terá abrangência latino-americana. E, antes disso, o Sindag ainda deve levar a pauta ao Congresso da Associação Canadense dos Aplicadores Aéreos – a CAAA AGM, Conference & Trade Show, marcada para os dias 29 de fevereiro e 1º de março.
DEMANDAS E CARACTERÍSTICAS
O dirigente do Sindag faltou também sobre semelhanças e diferenças entre o mercado aeroagrícola dos EUA e Brasil, como o fato de que lá o sistema de fiscalização, apesar de rígido, favorecer mais a livre iniciativa (gerando mais confiança). Outro dado apresentado por Oliveira é o de que, lá, os operadores utilizam entre 25% e 30% da capacidade de suas aeronaves. Isso devido a períodos longos de entressafra devido, por exemplo, à neve. O que, somado ao maior interesse despertado sobre o mercado brasileiro, provocou desta vez um fato curioso: pilotos norte-americanos buscando informações sobre o mercado brasileiro no estande do Sindag na feira. “Alguns apresentando seus currículos”.
Para o diretor operacional, outro fato que sublinhou o maior peso dos brasileiros na NAAA Ag Aviation Expo este ano ocorreu no tradicional leilão da NAAA, cuja renda é revertida para as ações educacionais e de melhoria contínua da entidade. Neste caso, o item mais cobiçado na disputa ocorrido dia 5 foi o motor PT6A-34AG, da Pratt & Whitney. Arrematado pela empresa brasileira Tangará Aviação Agrícola – do vice-presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva.
Confira abaixo a íntegra da entrevista: