DRONES EM CAMPO: roteiro em MG busca parcerias para melhoria contínua

O agente de Desenvolvimento Josué Vieira visitou em dezembro produtores, operadores aeroagrícolas e representantes de empresas de tecnologias e de instituições para alinhavar ações de capacitação técnica e conscientização no Estado  

O Agente de Desenvolvimento Regional do Sindag, Josué Andreas Vieria,  teve em dezembro um roteiro de visitas a operadores de drones agrícolas e instituições ligadas ao agro em Minas Gerais. A missão abrangeu a primeira quinzena do mês, com foco em buscar e oferecer apoio a instituições para capacitações técnicas. Bem como conscientizar prestadores de serviços e produtores rurais a respeito da legislação sobre a ferramenta e a importância das boas práticas em campo. E ainda discutir tendências, oportunidades e desafios do setor.

O objetivo dessa iniciativa é garantir que o crescimento (bastante acelerado) do setor de drones agrícolas ocorra dentro dos critérios de segurança e profissionalismo que a ferramenta exige. Características, aliás, que tem sido a marca da aviação agrícola especialmente nas últimas décadas. Por isso, o trabalho de Vieira é também trazer os operadores para dentro da rede de apoio do Sindag.

Essa busca proativa tem ainda o viés de garantir segurança para os próprios operadores aeroagrícolas. Isso tanto dos pontos de vista legal e técnico, quanto  sobre mercado e boa reputação do setor. Neste caso, em última instância,  com foco também em assegurar que o setor não seja prejudicado por operadores clandestinos ou maus profissionais.

NORTE A SUL

O roteiro do agente do Sindag em Minas percorreu o Estado de Norte a Sul, em fazendas e bases aeroagrícolas. No norte mineiro,  foram visitadas lavouras de fruticultura e produção de inhame na região de Jaíba e Janaúba, em perímetros irrigados (respectivamente) pelos rios São Francisco e Gorotuba (Janaúba). Já com drones operando em diversas propriedades. “A adoção da tecnologia já está bem avançada na região. Por isso, nosso foco é amadurecer constantemente o caráter técnico da atividade, sempre de olho nos aspectos legais da ferramenta”, resume Vieira.

EXEMPLO: na fazenda Tomateiros (primeiro operador remoto registrado no norte de Minas), o administrador João Ednar, o agrônomo Ricardo Kakida e o aplicador remoto Denes Santos (a esq p/ dir) mostraram a Vieira (de chapéu) os procedimentos adotados para a operação de dois drones em suas áreas

Ele passou também por Lavras, pólo industrial no sul de Minas e lar da Universidade Federal de Lavras (Ufla) – historicamente uma das principais parceiras e geradora de pesquisa e conhecimento sobre o setor aeroagrícola no País. Ali o agente conversou com Fabrício Marques e Jeamison Mozer, da empresa Indrone Inteligência em Agrodrones (associada ao Sindag), e visitou também o diretor-executivo do Grupo JPA, Leandro Avelar. Para ver de perto as soluções de conexão entre prestadores de serviços qualificados e produtores que desejam apostar nas ferramentas aéreas.

Aliás, o olhar sobre inovações no uso de drones para sustentabilidade e produtividade nas lavouras também levou Vieira até o Grupo Terras Gerais. Neste caso, por intermédio da parceria entre a Indrones e a empresa de pesquisa e desenvolvimento, o representante do Sindag conversou com o diretor da Terras Gerais, Edivaldo Corte.  

COMUNICAÇÃO E INSTITUIÇÕES

Em seu roteiro por Minas Gerais, o representante do Sindag contou com apoio da associada  Aviação Agrícola Antônio & Carmélia, de Janaúba. A sede da empresa aeroagrícola em Jaíba serviu de base o trabalho no norte do Estado. Além do fato do empresário Jonathan Nunes Teixeira de Oliveira e do piloto Maicon Semencio terem repassado um briefing importante sobre a atuação das aviações convencional e remota no Estado – o que resultará em ações para  se reforçar a comunicação entre operadores das duas modalidades de ferramentas.

ASSOCIADA: o empresário Jonathan Oliveira recebeu o representante do Sindag na associada Antônio & Carmélia, que deu suporte para a ação de Viera no Estado

Aliás, a necessidade de ações de capacitação e conscientização contínuas sobre o uso de drones agrícolas é compartilhada também pela Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte). Onde Josué Vieira foi recebido pela engenheira agrônoma Danielle Morais. A Abanorte representa mais de 2,5 mil fruticultores que somam 20 mil hectares em produção. Boa parte deles já buscando pela tecnologia remota. O que, para o representante do Sindag, aumenta o horizonte de uma possível parceria institucional no Estado.

ABANORTE: na entidade que representa 2,5 mil fruticultores, a conversa foi com a agrônoma Danielle Moraes

Já na capital mineira, o representante do Sindag conversou sobre ações institucionais no Instituto Mineiro de Agropecuária (Ima), com o fiscal agropecuário Edmar de Castro Durães. Agrônomo, engenheiro de Segurança e bacharel em Direito, Durães destacou Vieira as exigências do Estado para regularização de operadores de drones e quanto à segurança nas operações.

O foco em parcerias esteve em pauta também na conversa de Vieira com o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/MG), Lucio Borges. A reunião, em Belo Horizonte, contou ainda com os engenheiros agrônomos Humberto Falcão (superintendente de Fiscalização do Crea/MG) e Gustavo Freitas (assessor da Presidência no Departamento de Fiscalização da entidade). Além da regularização de empresas, conscientização dos operadores e o papel dos agrônomos na responsabilidade técnica em operações aeroagrícolas, a pauta abrangeu possíveis ações de cooperação no amparo técnico e desenvolvimento do setor em Minas Gerais.

 

IMA: o fiscal agropecuário Edmar Durães conversou com Vieira sobre a regularização de drones agrícolas no Estado e o processo para registro de operadores. E, como em todas as visitas, o representante do Sindag entregou um exemplar da revista Aviação Agrícola

CREA: o representante do Sindag conversou com o presidente Lucio Borger (centro) e com os agrônomos Humberto Falcão (esq) e Gustavo Freitas