Senasa iniciou nesta semana operações da campanha contra a traça-da-uva na província de San Juan e Mendoza, com tratamento fitossanitário obrigatório
O governo da província argentina de San Juan (no oeste do país) iniciou nesta semana operações aeroagrícolas para o combate à traça-da-uva (Lobesia botrana). A ação faz parte da campanha 2023/2024 do Programa Nacional de Prevenção e Erradicação da Lobesia botrana (PNPyE Lb, na sigla em espanhol), vinculado ao Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa). A lobesia é principal praga dos vinhedos do país – e que ameaça principalmente as regiões famosas pelos vinhos finos argentinos. No caso de San Juan, as operações desta semana abrangem as vinhas dos departamentos 9 de Julho, Caucete e 25 de Maio.
Ao mesmo tempo, o Senasa lançou na última terça-feira (10) o primeiro alerta de controle da lobesia na província de Mendoza. Com isso, os produtores de uva devem fazer a primeira aplicação de produtos fitossanitários quando a cultura apresentar cachos florais visíveis (de 5 a 7 cm). O objetivo aí atingir os ovos e larvas desde o primeiro voo da fase adulta da praga – o que deve abranger operações até o início de novembro.

OPERAÇÕES: aplicações em videiras no oeste argentino protegem a produção de vinhos de qualidade reconhecida internacionalmente – foto: Diário La Província SJ
CAMPANHA
O Senasa coordena o Programa e o governo provincial se encarrega da execução. A aplicação dos produtos é obrigatória para os produtores de videiras em áreas de alerta. Quem não cumpre a norma está sujeito a multas de até 100 mil pesos (pouco mais de R$ 6 mil), dependendo da extensão do imóvel.
Os tratamentos, que se repetem todos os anos, são feitos com inseticida de baixo impacto ambiental e feromônios (dissolvidos na água) para aplicações aéreas. Além disso, os produtores contam com armadilhas para detecção dos insetos
Para as operações nas plantações de uvas, a legislação argentina exige aeronaves equipadas com sistema DGPS, distâncias de segurança moradias de pontos ambientalmente sensíveis e outras ações de boas práticas em campo – similar ao que, no Brasil, a legislação federal exige para as operações aeroagrícolas em todas as lavouras.
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