Boletim Econômico | Banco Central do Brasil (Bacen) Segue Aumentando Projeções para o Câmbio em 2024

Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente para a Formação do IAVAG

 

Indicadores de Destaque:

Câmbio: ↑ R$ 5,15 | Estimativa/2024

CPI:  0,0% | maio/2024

Juros nos EUA = 5,25% a 5,50%

PIB nos EUA: ↑1,6% PIB Real – 1º trimestre/2024

SELIC: ↑ 10,50% | Estimativa/2024

Desemprego nos EUA:  ↑4,00% – abril/2024

PIB do Brasil: ↑2,9% | 4º Trimestre/2023 – ↑2,09% | Estimativa para 2024

Petróleo WTI: ↑0,43% – US$ 81,08 | Contratos Futuros – 11h49

Petróleo Brent: ↑0,40% – US$ 84,67 | Contratos Futuros – 11h49

Heating Oil: ↑ 0,79% – 2,5097 USD/GAL | Contratos Futuros -12h54

Etanol anidro: ↑ 3,28% – R$ 2,7204/Litro | Média Semanal – SP – 21/06/2024

Etanol hidratado: ↑ 3,14% – R$ 2,4113/Litro | Média Semanal – SP – 21/06/2024

IAVAG de abril: ↓0,16%

IAVAG em 12 meses: ↑7,01%

 

Dólar

Dólar registra leve queda na manhã desta segunda feira, dia 24 de junho. Às 9h03 seu valor perante o real recuava em 0,12%, chegando a ser cotado em R$ 5,4342. O principal motivo da moeda norte americana estar neste patamar, seria o não comprometimento do governo em conseguir alcançar a meta de zero déficit fiscal, no qual já alcançou um déficit primário de R$ 1,527 bilhões em março deste ano. Tal descumprimento leva ao baixo desempenho econômico do país, gerando inflação e consequentemente à desvalorização do real.

As perspectivas para o câmbio em 2024, conforme o Banco Central do Brasil (Bacen), em seu último relatório de mercado, atualizado no dia 21 de junho, elevaram as projeções do dólar para R$ 5,15.

 

Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês)

No mês de maio, o Índice de Preços ao Consumidor para Todos os Consumidores Urbanos (IPC-U) apresentou um resultado inalterado, 0,0%, 3,3% nos 12 meses, em um cálculo ajustado sazonalmente, conforme o Bureau of Labor Statistics. Os principais indicadores que se destacaram para o resultado deste período foram, habitação (0,4%), alimentos (0,1%), alimento fora de casa (0,4%), energia (-2,0%) e gasolina (-3,6%).

As perspectivas para a inflação nos Estados Unidos (EUA) para os próximos trimestres, estão com uma média de 0,2% no 3º trimestre e 0,3% no 4º trimestre, conforme a Trading Economics.

 

Taxa de Juros – EUA

No dia 12 de maio o Federal Reserve System (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, optou novamente pela permanência dos juros base da economia dos EUA, em 5,25% e 5,50%. Esta decisão visa frear a inflação do país norte americano, pois com os juros elevados dificultam o acesso ao crédito por pessoas físicas e jurídicas, desaquecendo a economia, reduzindo empregos e consequentemente derrubando o nível geral de preços. Atualmente a inflação nos EUA encontra se com 3,3% em 12 meses, visto que seu patamar ideal seria em 2,00%, isto explica a decisão tomada pelo Fed pela manutenção dos juros.

As expectativas para a primeira redução dos juros base dos EUA estão previstas para acontecer a partir do 4º trimestre deste ano.

 

Taxa de Desemprego – EUA

O emprego total, não agrícola, teve um aumento de 272.000 na folha de pagamento, alterando sua taxa para 4,00%, conforme Bureau of Labor Statistics dos EUA. Os setores com maiores engajamentos esse mês foram, cuidados de saúde, governo, lazer e hospitalidade, serviços profissionais, científicos e técnicos.

As tendências trimestrais para a taxa de desocupação nos EUA, estão com 4,00% no 3º trimestre e 4,1% no 4º trimestre.

 

PIB (Produto Interno Bruto) – EUA

O PIB real do 1º trimestre de 2024 teve um crescimento, a uma taxa anual, de 1,6%, conforme a estimativa “antecipada” atualizada pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). Os principais agentes envolvidos nesse aumento do PIB real foram, despesas de consumo, investimento fixo residencial, investimento fixo não residencial e nas despesas dos governos estaduais e locais.

As expectativas para o PIB dos EUA estão com previsão de 1,5% no segundo trimestre, 1,2% no 3º trimestre e 1,7% no quarto semestre de 2024, conforme a Trading Economics.

 

Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia)

Nos dias 7 e 8 de maio ocorreram as reuniões que decidiram o corte da Selic em 0,25%, Banco Central em conjunto com o Comitê de Política Monetária (Copom), passando de 10,75% para 10,50% ao ano. Com a inflação um pouco acima da meta estabelecia pelo Bacen, 3,69% no momento, a entidade optou pelo corte deste percentual como medida preventiva para que a inflação não volte a patamares muito acima do regime de metas estipulado. A Selic já vinha sendo reduzida gradualmente em 0,50% devido ao resultado do nível geral de preços ter alcançado o limite tolerável, em ocasiões anteriores.

As projeções para a Selic em 2024, segundo o Bacen em seu último relatório de mercado, atualizado no dia 21 de junho, permanecem em 10,50% ao ano. Com as crescentes projeções de inflação do Brasil ainda estarem em ascensão, a tendência para a Selic perpetuar neste patamar até final do ano, são grandes.

 

Desemprego -Brasil

A taxa de desemprego (desocupação) no Brasil teve um aumento de 7,9% no 1º trimestre de 2024, representando cerca de 8,6 milhões de desempregados (desocupados) e 3,6 milhões de desalentados. O Nordeste liderou o ranking do nível de desocupação, com (11,1%), seguidos do Norte (8,2%), Sudeste (7,6%), Centro-Oeste (6,1%) e Sul (4,9%). As divisões do mercado de trabalho da população brasileira neste 1º trimestre de 2024 foram ocupados (103.000 mil pessoas), desocupados (8.623 mil pessoas), fora da força de trabalho (66.893 mil pessoas) e abaixo da idade de trabalhar (40.757 mil pessoas).

 

PIB (Produto Interno Bruto) -Brasil

O PIB do 1º trimestre de 2024 apresentou um crescimento de 2,5%, com 2,5% acumulado nos quatro trimestres representado por cerca de R$ 2,7 trilhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na taxa de trimestre contra trimestre imediatamente anterior (%), a agropecuária total se destacou novamente, registrando um avanço de 11,3%.

As estimativas para o PIB total (variação % sobre o ano anterior) em 2024, cresceram para 2,09% em 2024, conforme relatório de mercado atualizado no dia 21 de junho pelo Bacen.

 

Commodities – Petróleo (WTI, Brent e Heating Oil)

Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) e Brent avançavam nesta manhã de segunda feira, dia 24 de junho. Às 11h50 o WTI crescia em 0,43%, sendo negociado em US$ 81,08. Neste mesmo horário o Brent ganhava 0,40%, chegando a ser ofertado em US$ 84,67. Os futuros do heating oil vem sendo negociados em valores acima de US$ 2,53/Galão, ocasionado por uma redução na oferta.

Estima se que até o final deste trimestre o heating oil seja vendido ao valor de 2,41 USD/GAL, segundo modelos macro globais da Trading Economics e projeções de analistas.

 

Biocombustíveis – Etanol (Anidro e hidratado)

Os preços médios praticados durante a semana para o etanol anidro e hidratado do estado de São Paulo, entre 14/06/2024 até 21/06/2024, acusaram alta em suas variações de preços neste período. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o anidro teve um ganho de 3,28%, passando de R$ 2,6340/Litro para R$ 2,7204/Litro. O hidratado registrou um avanço de 3,14%, partindo de R$ 2,3378/Litro para R$ 2,4113/Litro.

 

INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)

No mês de abril, o INPC apontou uma variação de 0,37% e 3,23% em doze meses, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desta vez o índice geral que mais contribuiu foi o indicador de saúde e cuidados pessoais (1,08%), seguidos de alimentação e bebidas (0,57%), comunicação (0,53%), vestuário (0,51%), transportes (0,32%), educação (0,09%), despesas pessoais (0,07%), artigos de residência (-0,06%) e habitação (-0,12%).

De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) em seu último boletim macrofiscal, divulgado no dia 16 de maio, a atual estimativa para o INPC está em 3,5% em 2024, enquanto na edição passada esta previsão era de 3,25%.

 

IAVAG em 12 Meses

jun/23-1,54%
jul/230,39%
ago/232,75%
set/231,87%
0ut/23-0,40%
nov/23-1,44%
dez/23-2,60%
jan/243,12%
fev/241,32%
mar/240,91%
abr/242,79%
mai/24-0,16%
Total7,01%

 

No mês de maio, o Índice de Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) gerou uma deflação de -0,16%, acumulando um total de 7,01% em 12 meses. Desta vez os principais motivos que ocasionaram este resultado, mesmo com inflação do Brasil ter alcançado 0,46% em maio, em conjunto com o dólar que teve um avanço de 1,3%, na comparação com o mês anterior, foram a inalteração do resultado do IPC dos EUA, 0,0% em maio, seguidos da queda do heating oil em -5,1% entre o último preços de abril a maio e queda de -3,5% do etanol anidro, quando comparado entre as datas de 26/04/2024 até 31/05/2024.

 

Fontes

BCB, INFOMONEY, BLS, BEA, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, UOL

 

Cláudio Junior – Economista (CORECONRS 8905), Diretor Operacional SINDAG

 

Eduardo Tenório – Bacharel em Ciências Econômicas e Assistente de Política e Economia