Confira as principais notícias e os indicadores que influenciam direta e indiretamente a formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
| Câmbio (USD/BRL): | ↑R$ 5,4998 | (PTAX) 26/10 |
| Inflação EUA (CPI): | 0,6% no mês | setembro/2026 |
| Juros EUA (Fed): | ↑3,75% – 4,00% | FOMC – setembro/2026 |
| PIB EUA: | 2,2% | 2º trimestre/2026 – terceira estimativa |
| Desemprego EUA: | 4,2% | setembro/2026 |
| Selic (Brasil): | ↓13,75% | Copom – setembro/2026 |
| PIB Brasil trimestral: | ↑0,5% | 2º trimestre/2026 |
| PIB Brasil acumulado em 4 trimestres: | 1,9% |
| Petróleo WTI: | ↓2,11% – US$ 101,10/barril | 26/10/2026 – Trading Economics |
| Petróleo Brent: | ↓1,54% – US$ 114,92/barril | 26/10/2026 – Trading Economics |
| Heating Oil: | ↓0,15% – US$ 4,98/galão | 26/10/2026 – Trading Economics |
| Etanol anidro (SP): | ↑10,14% – R$ 3,3950/litro | média semanal encerrada em 23/10/2026 |
| INPC setembro/2026: | +0,82% |
| INPC dos últimos 12 meses: | 4,29% |
| IAVAG – setembro/2026: | +2,84% |
| IAVAG – últimos 12 meses: | +11,03% |
DESTAQUE DA SEMANA
O dólar abriu a semana em forte alta após o segundo turno das eleições presidenciais: a PTAX de compra subiu 9,19% nesta segunda-feira (26), revertendo a valorização do real observada na semana anterior. No mercado de energia, o petróleo Brent encerrou a sexta-feira (23) no maior nível desde abril, diante do agravamento das tensões no Oriente Médio. Nesta segunda, os preços passaram por um ajuste, mas se mantêm em patamar elevado.
No Brasil, o Focus reduziu as projeções de inflação, de crescimento econômico e de câmbio para 2026, mas a pesquisa foi concluída antes da alta do dólar. O etanol anidro subiu 10,14% na semana encerrada em 23 de outubro, a alta mais intensa desde, pelo menos, o fim de julho.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve divulga na quarta-feira (28) a decisão sobre a taxa de juros, hoje entre 3,75% e 4,00% ao ano. O mercado espera a manutenção da taxa.
Confira nos blocos a seguir os detalhes dos principais movimentos da semana e seus possíveis impactos sobre o IAVAG.
CÂMBIO | DÓLAR SOBE 9,19% NO PRIMEIRO PREGÃO APÓS A ELEIÇÃO
A taxa de câmbio PTAX de compra registrou R$ 5,4998 por dólar em 26 de outubro, alta de 9,19% em relação aos R$ 5,0371 de sexta-feira (23) e de 8,78% sobre os R$ 5,0558 da segunda-feira anterior (19). O movimento ocorreu no primeiro pregão após o segundo turno: na manhã de segunda-feira, o dólar comercial chegou a superar R$ 5,60, em meio à revisão de expectativas e à preocupação com o cenário fiscal.
No Focus de 26 de outubro, a projeção para o dólar ao final de 2026 recuou de R$ 5,13 para R$ 5,05. A pesquisa, no entanto, foi coletada até sexta-feira (23), antes da alta desta segunda-feira, e pode ser revista nas próximas edições.
Para o setor aeroagrícola, a desvalorização do real encarece peças, equipamentos e outros insumos vinculados à moeda americana. Por isso, a permanência ou não da PTAX nesse novo patamar até o encerramento de outubro será determinante para o componente cambial da próxima apuração do IAVAG.
ENERGIA | PETRÓLEO E HEATING OIL ACUMULAM ALTA EM OUTUBRO, APESAR DO AJUSTE DESTA SEGUNDA
Os preços do petróleo e de seus derivados seguem em trajetória de alta em outubro, sustentados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. Na sexta-feira (23), o Brent avançou 3,13% e fechou a US$ 116,72 por barril, maior nível desde abril, com alta de 6,24% na semana. O WTI subiu 3,82%, para US$ 103,27 por barril. O movimento ocorreu depois que o Irã advertiu que pode responder a novos ataques dos Estados Unidos e de Israel com ofensivas no Golfo Pérsico.
Nesta segunda-feira (26), o mercado passou por um ajuste de preços. Na consulta ao Trading Economics, o petróleo WTI era cotado próximo de US$ 101,10 por barril (−2,11%), e o Brent, de US$ 114,92 por barril (−1,54%). O recuo acompanha a retomada de conversas diplomáticas com o Irã, mas não altera o patamar elevado dos preços: em um mês, o Brent acumula alta de cerca de 17% e o WTI, de cerca de 9%.
O heating oil, componente utilizado diretamente no cálculo do IAVAG, fechou a sexta-feira (23) a US$ 4,9842 por galão e se manteve próximo desse valor nesta segunda-feira (−0,15%). Em relação ao fechamento de setembro, de US$ 4,6881 por galão, a alta é de 6,32%. Se esse patamar se mantiver até o fim do mês, o componente tende a pressionar o próximo IAVAG. Os estoques de destilados nos Estados Unidos seguem cerca de 9% abaixo da média de cinco anos, o que sustenta os preços. As oscilações internacionais, contudo, não são repassadas de forma imediata ou proporcional aos combustíveis adquiridos pelas empresas.
ETANOL | ANIDRO DISPARA E SOBE MAIS DE 10% NA SEMANA ENCERRADA EM 23/10
O etanol anidro registrou alta de 10,14% na semana de 19 a 23 de outubro e passou de R$ 3,0824 para R$ 3,3950 por litro, conforme o indicador CEPEA/ESALQ para São Paulo. Foi a segunda alta semanal consecutiva, depois do avanço de 0,96% na semana anterior, e a mais intensa desde, pelo menos, o fim de julho.
Com esse resultado, o anidro acumula alta de cerca de 11% em outubro em relação ao início do mês (R$ 3,0579 por litro na semana encerrada em 2 de outubro). O movimento ocorre em um cenário de petróleo valorizado, que aumenta a competitividade do etanol utilizado na mistura à gasolina, e de mercado aquecido desde o início do mês, com chuvas atrasando a moagem da cana no Centro-Sul.
Para o setor aeroagrícola, a alta do anidro funciona como um sinal de atenção sobre os custos dos combustíveis, embora as variações do mercado não sejam repassadas de forma imediata ou proporcional aos preços pagos pelas empresas.
INFLAÇÃO E JUROS NO BRASIL | INFLAÇÃO ACIMA DO TETO DA META E COPOM SE REÚNE EM NOVEMBRO
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto. Segundo o IBGE, o indicador acumulou 4,01% no ano e 4,29% nos últimos 12 meses.
O resultado refletiu a reversão das quedas observadas no mês anterior. Os alimentos passaram de recuo de 0,34% para alta de 0,80%, enquanto os itens não alimentícios passaram de queda de 0,31% para aumento de 0,83%. Assim, os dois segmentos contribuíram para a aceleração do índice.
O IPCA, índice oficial de inflação do país, também subiu 0,82% em setembro e acumulou 4,58% em 12 meses, acima do teto da meta de 4,50%.
No Focus de 26 de outubro, a projeção para o IPCA de 2026 recuou de 5,22% para 5,19%, e a expectativa para a Selic ao final do ano foi mantida em 13,25% ao ano. Esses números representam projeções do mercado, enquanto o resultado do INPC corresponde à inflação já observada em setembro.
A Selic permanece em 13,75% ao ano desde setembro. Conforme o calendário do Banco Central, a próxima reunião do Copom ocorre nos dias 3 e 4 de novembro, com decisão anunciada no dia 4; a última do ano está marcada para 8 e 9 de dezembro.
Para a aviação agrícola, o INPC integra diretamente o cálculo do IAVAG. As condições de juros também influenciam o capital de giro e os custos de financiamento das empresas.
ATIVIDADE ECONÔMICA BRASILEIRA | MERCADO REDUZ PROJEÇÃO DO PIB PELA SEGUNDA SEMANA
A projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 foi reduzida de 1,83% para 1,80% no Focus desta semana. Para 2027, a estimativa passou de 1,32% para 1,31%. O último resultado do IBGE, referente ao 2º trimestre, mostrou alta de 0,5% sobre o trimestre anterior e de 1,9% no acumulado em quatro trimestres, com a agropecuária crescendo 2,8% no período.
No mercado de trabalho, a taxa de desocupação ficou em 5,4% no 2º trimestre de 2026, abaixo dos 6,1% do 1º trimestre e dos 5,8% do mesmo período de 2025, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O número de desocupados caiu para 5,9 milhões, enquanto a população ocupada chegou a 103,1 milhões de pessoas. O resultado do 3º trimestre será divulgado pelo IBGE na sexta-feira (30).
As revisões no Focus apontam para uma expansão mais moderada da economia. Para as empresas, esse cenário reforça a importância de avaliar novos investimentos considerando a demanda prevista, as condições de crédito e a disponibilidade de caixa.
ESTADOS UNIDOS | FED DECIDE JUROS NESTA QUARTA-FEIRA
O Federal Reserve anuncia na quarta-feira (28), às 15h (horário de Brasília), sua decisão sobre os juros. A taxa está entre 3,75% e 4,00% ao ano desde setembro, quando foi elevada em 0,25 ponto percentual. Segundo a ferramenta CME FedWatch, o mercado atribui cerca de 90% de probabilidade à manutenção da taxa nesta reunião.
O cenário combina inflação persistente e mercado de trabalho mais fraco. De acordo com o BLS, o CPI acumulou alta de 3,70% em 12 meses até setembro, e foram criadas apenas 29 mil vagas no mês, com o desemprego subindo para 4,2%. Na quinta-feira (29), o BEA divulgará a primeira estimativa do PIB americano do 3º trimestre e o PCE de setembro, índice de inflação utilizado pelo Federal Reserve como principal referência para suas decisões de juros.
Para a aviação agrícola brasileira, juros elevados nos Estados Unidos tendem a sustentar o dólar, com reflexos sobre os custos vinculados ao câmbio. Como o CPI integra o cálculo do IAVAG, a aceleração da inflação americana também pressiona esse componente.
IMPACTOS PARA O IAVAG | CÂMBIO E HEATING OIL EXIGEM ATENÇÃO EM OUTUBRO
A alta da PTAX nesta segunda-feira muda o cenário para o componente cambial, que vinha indicando alívio ao longo de outubro. A PTAX de compra encerrou setembro em R$ 5,1803 por dólar. Com a cotação de R$ 5,4998 em 26 de outubro, 6,17% acima dessa referência, um fechamento de outubro acima de R$ 5,1803 resultará em pressão do componente cambial sobre o IAVAG.
O heating oil acumula alta de 6,32% em relação ao fechamento de setembro, considerando a cotação de sexta-feira (23). Já o Etanol Hidratado Outros Fins, componente utilizado no índice, permaneceu praticamente estável na semana (−0,05%), sem acompanhar a valorização do anidro.
As oscilações ao longo do mês ajudam a acompanhar o cenário, mas não definem o índice. No cálculo do IAVAG, o dólar (PTAX) e o heating oil são considerados pela cotação do último dia útil do mês, e o Etanol Hidratado Outros Fins, pelo indicador da última semana. O INPC e o CPI entram pela variação mensal divulgada pelo IBGE e pelo BLS, respectivamente. Até o momento, os movimentos parciais apontam para pressão de alta no câmbio e no heating oil, mas a magnitude do IAVAG de outubro só será conhecida após o encerramento do mês, com a comparação entre os valores finais e os de setembro e a aplicação dos respectivos pesos.
IAVAG | ÚLTIMO RESULTADO APONTA ALTA DE 11,03% EM 12 MESES
Conforme o último resultado apresentado, o Índice de Inflação da Aviação Agrícola registrou alta de 2,84% em setembro, acumulando 8,76% em 2026 e 11,03% nos últimos 12 meses.
Na apuração mensal, o etanol apresentou a maior valorização percentual entre os componentes, com avanço de 16,53%, seguido pelo heating oil, com alta de 6,29%. O INPC e o CPI americano também registraram aumentos, enquanto o dólar permaneceu praticamente estável.
O resultado de setembro permanece como a referência mais recente do índice. Os movimentos observados durante outubro ainda são parciais e não constituem um novo resultado do IAVAG.
| out/25 | 1,29% |
| nov/25 | -0,60% |
| dez/25 | 1,58% |
| jan/26 | 0,15% |
| fev/26 | -0,85% |
| mar/26 | 7,96% |
| abr/26 | -3,98% |
| mai/26 | -1,12% |
| jun/26 | -0,21% |
| jul/26 | 1,14% |
| ago/26 | 2,83% |
| Set/26 | 2,84% |
| Acumulado em 12 meses: | +11,03% |
COMENTÁRIO FINAL
A semana combinou dois fatores de pressão para os custos da aviação agrícola: a forte desvalorização do real após o segundo turno e o petróleo em patamar elevado diante das tensões no Oriente Médio. Para as empresas aeroagrícolas, acompanhar as despesas vinculadas ao dólar, o custo efetivo dos abastecimentos e os prazos de recebimento contribui para preservar as margens e organizar o fluxo de caixa nas próximas semanas.
O IAVAG oferece uma referência para essa avaliação e deve ser analisado em conjunto com a estrutura de custos e as condições de operação de cada empresa.
Os gráficos a seguir complementam a análise apresentada no boletim e permitem visualizar a evolução recente do IAVAG e dos principais indicadores que influenciam sua composição. A leitura conjunta dos dados contribui para identificar períodos de maior volatilidade e os principais vetores de pressão ou alívio sobre os custos da aviação agrícola.






Fonte da imagem destacada: Agencia Brasil.
Fontes: Banco Central do Brasil, Ipeadata, BLS, BEA, Federal Reserve, IBGE, CEPEA/ESALQ, Trading Economics, Yahii, CNN Brasil, Reuters, Bloomberg, CNBC e Agência Brasil.

