Boletim Econômico | Dólar Segue em Alta, em Meio as Incertezas Sobre a Situação Fiscal do Brasil

Confiram as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente para a Formação do IAVAG

 

Indicadores de Destaque:

Câmbio: ↑ R$ 5,20 | Estimativa/2024

CPI:  0,0% | maio/2024

Juros nos EUA = 5,25% a 5,50%

PIB nos EUA: ↑1,4% PIB Real – 1º trimestre/2024

SELIC: ↑ 10,50% | Estimativa/2024

Desemprego nos EUA:  ↑4,00% – abril/2024

PIB do Brasil: ↑2,9% | 4º Trimestre/2023 – ↑2,09% | Estimativa para 2024

Petróleo WTI: ↑1,74% – US$ 82,96 | Contratos Futuros – 13h22

Petróleo Brent: ↑1,56% – US$ 86,33 | Contratos Futuros – 13h22

Heating Oil: ↑ 2,48% – 2,6020 USD/GAL | Contratos Futuros -13h51

Etanol anidro: ↑ 0,53% – R$ 2,7348/Litro | Média Semanal – SP – 28/06/2024

Etanol hidratado: ↑ 2,29% – R$ 2,4665/Litro | Média Semanal – SP – 28/06/2024

IAVAG de maio: ↓0,16%

IAVAG em 12 meses: ↑7,01%

 

Dólar

Dólar registra leve queda na manhã desta segunda feira, dia 01 de julho de 2024. Às 9h46 seu valor a vista recuava em 0,26%, chegando a ser cotado em R$ 5,5763. Apesar desta breve redução, a moeda norte americana ainda encontrasse em patamares bem elevados, sendo que na última sexta feira seu valor havia fechado em R$ 5,59. O principal motivo está relacionado ao Cenário fiscal atual do Brasil, no qual vem gerando preocupações até o momento.

As perspectivas para o câmbio em 2024, conforme o último relatório de mercado atualizado pelo Banco Central do Brasil no dia 28 de junho, foram elevadas para R$ 5,20.

 

Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês)

No mês de maio, o Índice de Preços ao Consumidor para Todos os Consumidores Urbanos (IPC-U) apresentou um resultado inalterado, 0,0%, 3,3% nos 12 meses, em um cálculo ajustado sazonalmente, conforme o Bureau of Labor Statistics. Os principais indicadores que se destacaram para o resultado deste período foram, habitação (0,4%), alimentos (0,1%), alimento fora de casa (0,4%), energia (-2,0%) e gasolina (-3,6%).

As perspectivas para a inflação nos Estados Unidos (EUA) para os próximos trimestres, estão com uma média de 0,2% no 3º trimestre e 0,3% no 4º trimestre, conforme a Trading Economics.

 

Taxa de Juros – EUA

No dia 12 de maio o Federal Reserve System (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, optou novamente pela permanência dos juros base da economia dos EUA, em 5,25% e 5,50%. Esta decisão visa frear a inflação do país norte americano, pois com os juros elevados dificultam o acesso ao crédito por pessoas físicas e jurídicas, desaquecendo a economia, reduzindo empregos e consequentemente derrubando o nível geral de preços. Atualmente a inflação nos EUA encontra se com 3,3% em 12 meses, visto que seu patamar ideal seria em 2,00%, isto explica a decisão tomada pelo Fed pela manutenção dos juros.

As expectativas para a primeira redução dos juros base dos EUA estão previstas para acontecer a partir do 4º trimestre deste ano.

 

Taxa de Desemprego – EUA

O emprego total, não agrícola, teve um aumento de 272.000 na folha de pagamento, alterando sua taxa para 4,00%, conforme Bureau of Labor Statistics dos EUA. Os setores com maiores engajamentos esse mês foram, cuidados de saúde, governo, lazer e hospitalidade, serviços profissionais, científicos e técnicos.

As tendências trimestrais para a taxa de desocupação nos EUA, estão com 4,00% no 3º trimestre e 4,1% no 4º trimestre.

 

PIB (Produto Interno Bruto) – EUA

De acordo com o Bureau of Economic Analysis (Bea), em sua terceira estimativa, o PIB real gerou um aumento de 1,4% no primeiro trimestre de 2024. No quarto trimestre de 2023, seu crescimento foi de 3,4%. Esse resultado se deve aos aumentos nos gastos dos consumidores, investimento fixo residencial, investimento fixo não residencial e gastos do governo estadual e local, no qual foram parcialmente compensados por uma queda no investimento em estoque privado.

As expectativas para o PIB dos EUA estão com previsão de 1,2% no 3º trimestre e 1,7% no quarto semestre de 2024, conforme a Trading Economics.

 

Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia)

Nos dias 7 e 8 de maio ocorreram as reuniões que decidiram o corte da Selic em 0,25%, Banco Central em conjunto com o Comitê de Política Monetária (Copom), passando de 10,75% para 10,50% ao ano. Com a inflação um pouco acima da meta estabelecia pelo Bacen, 3,69% no momento, a entidade optou pelo corte deste percentual como medida preventiva para que a inflação não volte a patamares muito acima do regime de metas estipulado. A Selic já vinha sendo reduzida gradualmente em 0,50% devido ao resultado do nível geral de preços ter alcançado o limite tolerável, em ocasiões anteriores.

As projeções para a Selic em 2024, segundo o Bacen em seu último relatório de mercado, atualizado no dia 28 de junho, permanecem em 10,50% ao ano.

 

Desemprego -Brasil

A taxa de desemprego (desocupação) no Brasil teve um aumento de 7,9% no 1º trimestre de 2024, representando cerca de 8,6 milhões de desempregados (desocupados) e 3,6 milhões de desalentados. O Nordeste liderou o ranking do nível de desocupação, com (11,1%), seguidos do Norte (8,2%), Sudeste (7,6%), Centro-Oeste (6,1%) e Sul (4,9%). As divisões do mercado de trabalho da população brasileira neste 1º trimestre de 2024 foram ocupados (103.000 mil pessoas), desocupados (8.623 mil pessoas), fora da força de trabalho (66.893 mil pessoas) e abaixo da idade de trabalhar (40.757 mil pessoas).

 

PIB (Produto Interno Bruto) -Brasil

O PIB do 1º trimestre de 2024 apresentou um crescimento de 2,5%, com 2,5% acumulado nos quatro trimestres representado por cerca de R$ 2,7 trilhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na taxa de trimestre contra trimestre imediatamente anterior (%), a agropecuária total se destacou novamente, registrando um avanço de 11,3%.

As estimativas para o PIB total (variação % sobre o ano anterior) em 2024, permanecem em 2,09%, conforme relatório de mercado atualizado no dia 28 de junho pelo Bacen.

 

Commodities – Petróleo (WTI, Brent e Heating Oil)

Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) e Brent, registravam ganhos nesta tarde de segunda feira, dia 01 de julho. Às 13h22, o WTI avançava em 1,74%, chegando a ser ofertado em US$ 82,96. O Brent crescia 1,56%, alcançando valores de US$ 86,33. Os futuros do heating oil vem sendo negociados nos valores de US$ 2,51/Galão, por conta da demanda sazonal de verão nos EUA, em conjunto com preocupações envolvendo interrupções no fornecimento de petróleo.

Estima se que até o final deste trimestre o heating oil seja negociado no valor de 2,61 USD/GAL, segundo modelos macro globais da Trading Economics e projeções de analistas.

 

Biocombustíveis – Etanol (Anidro e hidratado)

Os preços médios praticados durante as semanas para o etanol anidro e hidratado do estado de São Paulo, entre as datas 21/06/2024 até 28/06/2024, acusaram altas em suas variações nesse período. Conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o anidro teve um ganho de 0,53%, indo para R$ 2,7348/Litro. O etanol do tipo hidratado apontou um crescimento de 2,29%, ficando com R$ 2,4665/Litro. Este ganho considerado do etanol hidratado, nas últimas semana, se deve ao ganho de consumo na ponta varejista, em conjunto com uma firme postura do lado da oferta.

 

INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)

No mês de abril, o INPC apontou uma variação de 0,37% e 3,23% em doze meses, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desta vez o índice geral que mais contribuiu foi o indicador de saúde e cuidados pessoais (1,08%), seguidos de alimentação e bebidas (0,57%), comunicação (0,53%), vestuário (0,51%), transportes (0,32%), educação (0,09%), despesas pessoais (0,07%), artigos de residência (-0,06%) e habitação (-0,12%).

De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) em seu último boletim macrofiscal, divulgado no dia 16 de maio, a atual estimativa para o INPC está em 3,5% em 2024, enquanto na edição passada esta previsão era de 3,25%.

 

IAVAG em 12 Meses

jun/23-1,54%
jul/230,39%
ago/232,75%
set/231,87%
0ut/23-0,40%
nov/23-1,44%
dez/23-2,60%
jan/243,12%
fev/241,32%
mar/240,91%
abr/242,79%
mai/24-0,16%
Total7,01%

 

No mês de maio, o Índice de Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) gerou uma deflação de -0,16%, acumulando um total de 7,01% em 12 meses. Desta vez os principais motivos que ocasionaram este resultado, mesmo com inflação do Brasil ter alcançado 0,46% em maio, em conjunto com o dólar que teve um avanço de 1,3%, na comparação com o mês anterior, foram a inalteração do resultado do IPC dos EUA, 0,0% em maio, seguidos da queda do heating oil em -5,1% entre o último preços de abril a maio e queda de -3,5% do etanol anidro, quando comparado entre as datas de 26/04/2024 até 31/05/2024.

 

Fontes

BCB, INFOMONEY, BLS, BEA, IBGE, BRINVESTING, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, UOL

 

Cláudio Junior – Economista (CORECONRS 8905), Diretor Operacional SINDAG

 

Eduardo Tenório – Bacharel em Ciências Econômicas e Assistente de Política e Economia