Confira as principais notícias e os indicadores que influenciam direta e indiretamente a formação do IAVAG.
Indicadores de Destaque:
| Câmbio (USD/BRL): | ↑ R$ 5,18 | fechamento de agosto/2026 – IPEADATA |
| Inflação EUA (CPI): | 0,1% no mês | julho/2026 |
| Juros EUA (Fed): | 3,50% – 3,75% | FOMC – julho/2026 |
| PIB EUA: | 1,5% | 2º trimestre/2026 – segunda estimativa |
| Desemprego EUA: | 4,1% | julho/2026 |
| Selic (Brasil): | ↓ 14,00% | Copom – agosto/2026 |
| PIB Brasil trimestral: | ↑ 0,5% | 2º trimestre/2026 |
| PIB Brasil acumulado em 4 trimestres: | ↑ 1,9% |
| Petróleo WTI: | ↑ 3,43% – US$ 86,26/barril | fechamento de 31/08/2026 – Trading Economics |
| Petróleo Brent: | ↑ 3,43% – US$ 86,26/barril | fechamento de 31/08/2026 – Trading Economics |
| Heating Oil: | ↑ 7,68% – US$ 4,41/galão | fechamento de 31/08/2026 – Trading Economics |
| Etanol anidro (SP): | ↑ 1,96% – R$ 2,6046/litro | média semanal encerrada em 28/08/2026 |
| INPC julho/2026: | -0,01% |
| INPC dos últimos 12 meses: | 4,10% |
| IAVAG – julho/2026: | 1,14% |
| IAVAG – últimos 12 meses: | +3,39% |
Destaque da semana
Agosto encerrou com o heating oil em US$ 4,41 por galão, acima dos US$ 4,0955 registrados no fechamento de julho. A diferença representa uma valorização de aproximadamente 7,68% no mês, reforçando o derivado como um dos vetores de pressão dentro do Indicador de Combustíveis do próximo IAVAG.
O início de setembro também mantém os preços de energia em patamares elevados, enquanto petróleo e câmbio seguem entre os indicadores que exigem acompanhamento.
Confira nos blocos a seguir os principais movimentos da semana e seus possíveis impactos sobre o IAVAG.
Análise dos principais indicadores
Câmbio | Dólar encerra agosto em R$ 5,18 e confirma alta no mês
O dólar encerrou agosto em aproximadamente R$ 5,18, segundo a série utilizada no IPEADATA, acima do valor observado no fechamento de julho. Na comparação entre as últimas cotações dos dois meses, o movimento representa uma valorização de cerca de 2,1%, confirmando o câmbio como um vetor de pressão no Indicador de Pressão Externa do próximo IAVAG.
Ao longo de agosto, a moeda apresentou oscilações relacionadas ao cenário externo, às expectativas para a política monetária norte-americana e ao fluxo de recursos no mercado brasileiro. O dólar chegou a superar R$ 5,20 em alguns momentos do mês, mas encerrou o período próximo de R$ 5,18.
Para o fim de 2026, o Boletim Focus manteve a projeção do câmbio em R$ 5,20 por dólar, indicando expectativa de relativa estabilidade em torno dos níveis atuais.
Para o cálculo do IAVAG, a variação cambial é obtida pela comparação entre a última cotação do mês anterior e a última cotação do mês observado. Dessa forma, o fechamento de agosto acima de julho confirma uma contribuição positiva do dólar para a próxima apuração do índice.
Heating oil e petróleo | Agosto fecha com alta de 7,68%
O heating oil, que integra o Indicador de Combustíveis do IAVAG juntamente com o etanol, encerrou agosto em US$ 4,41 por galão, frente aos US$ 4,0955 registrados no fechamento de julho. A variação entre os dois períodos foi de aproximadamente 7,68%, confirmando pressão positiva desse componente sobre a próxima apuração do IAVAG.
O petróleo também encerrou agosto em alta. Segundo o Trading Economics, em 31 de agosto o WTI fechou em US$ 86,26 por barril, com valorização de 3,43% no dia, enquanto o Brent encerrou em US$ 90,68 por barril, alta de 2,93%. No acumulado do mês, as cotações avançaram aproximadamente 7,37% no WTI e 8,25% no Brent, reforçando o ambiente de pressão no mercado internacional de energia.
O movimento ocorre em um cenário ainda sensível aos riscos sobre a oferta internacional. As tensões no Oriente Médio seguem influenciando os preços, especialmente diante da importância do Estreito de Hormuz para o transporte mundial de petróleo e derivados. Mudanças nas expectativas sobre o fluxo pela região têm provocado oscilações expressivas nas cotações.
A pressão sobre o heating oil, entretanto, não está relacionada apenas à geopolítica. Os estoques norte-americanos de combustíveis destilados permanecem reduzidos, tornando o mercado mais vulnerável a interrupções de oferta, limitações na capacidade de refino e outros choques externos.
Essa combinação ajuda a explicar a maior sensibilidade dos derivados e reforça a necessidade de acompanhamento do mercado de energia. Para o IAVAG, o fechamento de agosto já confirma variação positiva de 7,68% do heating oil, enquanto o impacto final do Indicador de Combustíveis dependerá também da variação observada no etanol.
Etanol | Mercado paulista acumula novas altas em agosto
O mercado paulista de etanol voltou a avançar na última semana. Entre 24 e 28 de agosto, o Indicador Semanal do Etanol Anidro CEPEA/ESALQ – São Paulo alcançou R$ 2,6046 por litro, alta de 1,96% frente à semana anterior. O produto havia avançado 5,05% na semana anterior e 5,32% entre 10 e 14 de agosto, mostrando uma recuperação consistente ao longo do mês.
Embora o anidro seja uma referência importante para compreender o comportamento do mercado, é o Etanol Hidratado Outros Fins que acompanha diretamente a apuração do IAVAG. Esse indicador chegou a R$ 2,3212 por litro na semana encerrada em 28 de agosto, com alta semanal de 3,87%, após avanço de 5,48% na semana anterior.
O movimento representa uma mudança importante em relação a julho, período em que o etanol apresentou queda e ajudou a conter o avanço do IAVAG. Em agosto, a trajetória passou a ser de recuperação dos preços.
Para o próximo resultado, será necessário observar a consolidação da média mensal, mas os dados semanais mostram que o etanol deixou de exercer o mesmo efeito de alívio verificado no mês anterior.
Inflação e juros no Brasil | Julho encerra com inflação moderada e Focus ajusta expectativas
O IPCA avançou 0,07% em julho e acumula 4,44% nos últimos 12 meses. Já o INPC, componente utilizado diretamente no cálculo do IAVAG, apresentou queda de 0,01% no mês e acumula 4,10% em 12 meses.
O resultado do INPC de julho já foi incorporado à apuração do IAVAG referente ao mesmo mês. Como os dados oficiais de inflação de agosto ainda não foram divulgados, não é possível antecipar qual será a contribuição desse componente na próxima apuração.
No campo das expectativas, o Boletim Focus divulgado em 31 de agosto reduziu a projeção do IPCA de 2026 de 5,02% para 5,01%, enquanto a estimativa para a Selic no final do ano permaneceu em 13,75% ao ano. A projeção para o crescimento do PIB brasileiro também recuou, de 1,95% para 1,92%.
É importante diferenciar os indicadores: o IPCA e o INPC apresentados acima correspondem a resultados efetivamente observados em julho, enquanto o Focus reúne expectativas do mercado para os próximos períodos.
Atividade econômica e mercado de trabalho no Brasil | PIB desacelera no 2º trimestre e desemprego recua
O mercado de trabalho brasileiro permaneceu resiliente no segundo trimestre de 2026. A taxa de desocupação caiu para 5,4%, ante 6,1% no primeiro trimestre, enquanto a população ocupada alcançou 103,1 milhões de pessoas.
Na atividade econômica, o PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três primeiros meses do ano, já descontados os efeitos sazonais. O resultado mostra desaceleração frente à alta de 1,1% registrada no primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a economia avançou 2,0%. No acumulado dos quatro trimestres encerrados em junho, o crescimento foi de 1,9%.
Pela ótica da produção, a Agropecuária apresentou o maior crescimento, de 2,8%, enquanto Serviços avançaram 0,2% e a Indústria, 0,1%. No primeiro semestre de 2026, o PIB acumulou alta de 1,9% frente ao mesmo período de 2025, e o valor total da economia chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.
No campo das expectativas, o Boletim Focus de 31 de agosto reduziu a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 de 1,95% para 1,92%, indicando que o mercado ainda espera perda gradual de ritmo da atividade ao longo do ano.
A combinação de crescimento mais moderado do PIB com um mercado de trabalho ainda aquecido reforça um cenário de desaceleração gradual, mas sem deterioração expressiva da ocupação até o momento.
Estados Unidos | Crescimento desacelera, enquanto inflação mantém Fed cauteloso
Nos Estados Unidos, o CPI avançou 0,1% em julho e acumula 3,4% em 12 meses, permanecendo acima da meta de 2% do Federal Reserve.
A taxa de desemprego ficou em 4,1%, enquanto a segunda estimativa do PIB mostrou crescimento anualizado de 1,5% no segundo trimestre, abaixo dos 2,1% registrados nos três primeiros meses do ano.
O Federal Reserve manteve os juros no intervalo de 3,50% a 3,75%. A combinação entre crescimento mais fraco e inflação ainda elevada mantém incerteza sobre os próximos passos da autoridade monetária — fator relevante para o comportamento do dólar e, indiretamente, para o IAVAG.
Impactos para o próximo resultado do IAVAG
Os dados disponíveis após o fechamento de agosto apontam para um cenário menos favorável no bloco de combustíveis e no câmbio do que o observado na apuração anterior.
No Indicador de Combustíveis, o heating oil encerrou agosto em US$ 4,41 por galão, frente aos US$ 4,0955 registrados no fechamento de julho, o que representa uma valorização de aproximadamente 7,68% no mês e confirma uma pressão positiva desse componente sobre a próxima apuração do IAVAG.
O etanol também apresentou valorização ao longo de agosto, deixando de exercer o efeito de alívio observado no mês anterior e passando a representar mais um vetor de pressão dentro do Indicador de Combustíveis.
No Indicador de Pressão Externa, o dólar encerrou agosto em aproximadamente R$ 5,18, segundo a série utilizada no IPEADATA, acima do valor observado no fechamento de julho, sinalizando também pressão cambial na comparação mensal.
Neste momento, portanto, os dados já confirmam vetores de pressão provenientes do heating oil, do etanol e do dólar, embora ainda não seja possível antecipar o resultado completo do IAVAG de agosto, que dependerá da apuração dos demais componentes do índice.
IAVAG nos últimos 12 meses
| ago/25 | -1,29% |
| set/25 | -0,68% |
| out/25 | 1,29% |
| nov/25 | -0,61% |
| dez/25 | 1,58% |
| jan/26 | 0,15% |
| fev/26 | -0,85% |
| mar/26 | 7,96% |
| abr/26 | -3,98% |
| mai/26 | -1,12% |
| jun/26 | -0,21% |
| jul/26 | 1,14% |
| Acumulado em 12 meses: | +3,39% |
IAVAG — resultado de julho de 2026
O IAVAG avançou 1,14% em julho, interrompendo três meses consecutivos de queda. Com o resultado, o acumulado de 2026 chegou a 3,09%, enquanto a variação dos últimos 12 meses ficou em 3,39%.
A principal pressão veio do heating oil, cuja média avançou 26,83%, passando de US$ 3,2291 para US$ 4,0955 por galão. Em sentido contrário, dólar, etanol hidratado e INPC contribuíram para limitar a alta.
Apesar do resultado positivo no mês, o acumulado em 12 meses caiu de 3,74% em junho para 3,39% em julho, efeito da substituição de uma variação mais elevada registrada em julho de 2025 na janela móvel do índice.
Comentário final
O fechamento de agosto reforça a importância de acompanhar o comportamento conjunto dos componentes do IAVAG, especialmente em períodos de maior volatilidade nos mercados de energia, câmbio e combustíveis.
Embora parte dos indicadores já sinalize maior pressão sobre os custos, o resultado completo de agosto ainda dependerá da divulgação e apuração dos demais componentes do índice.
No cenário econômico mais amplo, a atividade brasileira segue em expansão, porém em ritmo mais moderado, enquanto o mercado de trabalho permanece resiliente.
Para as empresas aeroagrícolas, esse acompanhamento permite identificar mudanças na estrutura de custos com maior antecedência e apoiar decisões relacionadas ao planejamento financeiro, contratos e formação de preços.
Os gráficos a seguir complementam a análise apresentada no boletim e permitem visualizar a evolução recente do IAVAG e dos principais indicadores que influenciam sua composição. A leitura conjunta dos dados contribui para identificar períodos de maior volatilidade e os principais vetores de pressão ou alívio sobre os custos da aviação agrícola






Fonte da imagem destacada: Algérie 360.
Fontes: Banco Central do Brasil, Ipeadata, BLS, BEA, Federal Reserve, IBGE, CEPEA/ESALQ, Trading Economics, Yahii, CNN Brasil, G1, Reuters e Agência Brasil.

