Confira as Atuais Notícias dos Indicadores que Influenciam Direta e Indiretamente a Formação do IAVAG
Indicadores de Destaque:
Câmbio (USD/BRL): ↓R$ 5,25 | Estimativa/2026
Inflação EUA (CPI): ↑ 0,9% | março/2026
Juros EUA (Fed): = 3,50% – 3,75% | FOMC – março/2026
PIB EUA: ↓0,5% | 4º trimestre/2025 – 3° Estimativa
Desemprego EUA: ↓4,3% | março/2026
SELIC (Brasil): ↓14,75% | Copom – março/2026
PIB Brasil: =1,8% | 4º trimestre/2025
Petróleo WTI: ↑2% – US$ 96,5 | 27/04/2026
Petróleo Brent: ↑2,27% – US$ 107,72 | 27/04/2026
Heating Oil: ↑4,32% – US$ 4,06/galão | 27/04/2026
Etanol anidro (SP): ↓-3,48% – R$ 2,8546/litro | média semanal encerrada em 24/04/2026
INPC março/2026: ↑0,91%
INPC dos últimos 12 meses: ↑3,77%
IAVAG – março/2026: ↑ 7,96 %
IAVAG – últimos 12 meses: ↑7,03%
Destaques da semana
O dólar comercial segue abaixo da marca de R$ 5,00, sendo cotado próximo de R$ 4,97 nesta segunda-feira, em movimento que representa alívio para componentes do setor aeroagrícola atrelados ao câmbio, como combustíveis, peças, aeronaves, defensivos e insumos importados. Apesar disso, o câmbio ainda exige atenção, pois segue sensível ao diferencial de juros, ao ambiente fiscal brasileiro e às incertezas externas.
O heating oil voltou a subir nesta segunda-feira, alcançando cerca de US$ 4,06 por galão, alta diária de 4,32%, ainda em patamar muito elevado frente ao mesmo período do ano anterior. Esse movimento mantém pressão direta sobre o IAVAG, já que o indicador funciona como uma referência importante para os custos de energia e combustíveis do setor.
O petróleo Brent também avançou, sendo negociado próximo de US$ 107,72 por barril, alta de 2,27% no dia, refletindo a continuidade das preocupações com oferta global de petróleo e os riscos geopolíticos no Oriente Médio.
Em sentido contrário, o etanol anidro apresentou queda de 3,48% na semana encerrada em 24/04/2026, alcançando R$ 2,8546/litro, segundo o CEPEA/ESALQ. O movimento representa um alívio parcial para o IAVAG, embora ainda insuficiente para compensar a pressão vinda do petróleo e do heating oil.
No Brasil, o Boletim Focus elevou novamente a projeção do IPCA para 2026, de 4,80% para 4,86%, marcando a sétima alta consecutiva. A projeção para o PIB brasileiro ficou em 1,85%, enquanto o dólar esperado para o fim de 2026 recuou de R$ 5,30 para R$ 5,25.
A Selic permanece em 14,75% ao ano, com expectativa de encerramento de 2026 em 13%, segundo o Focus. A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 28 e 29 de abril, em um cenário de difícil equilíbrio entre inflação pressionada por energia e necessidade de estímulo à atividade econômica
Análise dos principais indicadores
Câmbio
O dólar segue em trajetória favorável para o setor, operando abaixo de R$ 5,00 e contribuindo para reduzir parte dos custos dolarizados da aviação agrícola. Esse movimento é relevante porque muitos componentes da atividade, como combustíveis, peças, manutenção, aeronaves e insumos importados, possuem formação de preço direta ou indiretamente vinculada à moeda norte-americana.
Apesar do alívio recente, o câmbio ainda deve ser monitorado com cautela. A manutenção da Selic em patamar elevado no Brasil favorece a entrada de capital estrangeiro e ajuda a sustentar o real, mas a instabilidade geopolítica e as decisões de juros nos Estados Unidos podem alterar rapidamente esse quadro.
Heating oil e petróleo
O principal ponto de atenção da semana continua sendo o mercado de energia. O heating oil voltou a subir, permanecendo na faixa de US$ 4,00 por galão, enquanto o Brent segue acima de US$ 100 por barril. Esse cenário reforça a permanência de um choque de custos ligado à energia, com impacto direto sobre combustíveis e, consequentemente, sobre a estrutura operacional da aviação agrícola.
Na prática, mesmo com o dólar mais baixo, a alta dos combustíveis internacionais limita o efeito positivo do câmbio. Para o IAVAG, isso significa que o componente energético segue como o principal vetor de pressão, especialmente em um contexto de conflito no Oriente Médio e restrições no fluxo marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Etanol anidro
O etanol anidro registrou nova queda na semana encerrada em 24/04/2026, segundo o CEPEA/ESALQ, com o indicador paulista recuando 3,48%, para R$ 2,8546/litro. O movimento representa um fator de alívio para o IAVAG, especialmente após a alta observada em março. No entanto, esse efeito positivo ainda é limitado diante da permanência de pressões mais fortes no mercado internacional de energia, com petróleo e heating oil em patamares elevados.
Para o setor aeroagrícola, a queda do etanol anidro contribui para amenizar parte da pressão sobre os custos ligados aos combustíveis, mas não altera a leitura geral de cautela. O cenário segue marcado por forte volatilidade energética, em que o alívio vindo do etanol ocorre ao mesmo tempo em que os combustíveis internacionais continuam pressionando a formação do índice.
Inflação e juros no Brasil
O INPC avançou 0,91% em março, acima dos 0,56% registrados em fevereiro, acumulando 1,87% no ano e 3,77% em 12 meses, enquanto o IPCA ficou em 0,88% no mês e acumula 4,14% em 12 meses. Esse resultado mostra que a inflação doméstica segue pressionada, especialmente por grupos ligados a transporte e alimentação, que têm forte relação com energia, logística e custos de produção.
Diante desse cenário, a taxa Selic permanece em 14,75% ao ano, refletindo a postura cautelosa do Banco Central no combate à inflação. A manutenção dos juros em patamar elevado busca conter a demanda e evitar a persistência das pressões inflacionárias, especialmente em um contexto de alta dos combustíveis, alimentação e custos de serviços.
Para o setor aeroagrícola, a inflação brasileira impacta principalmente despesas operacionais internas, reajustes de serviços, mão de obra, fretes, manutenção e custos administrativos. Assim, mesmo quando o câmbio alivia, a inflação doméstica pode manter parte da estrutura de custos em elevação.
Inflação e juros nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, a inflação de março voltou a mostrar forte influência da energia. Segundo o BLS, o índice de energia avançou 10,9% no mês, com alta de 21,2% na gasolina e 30,7% no fuel oil. Esse comportamento reforça a leitura de que o choque energético internacional ainda tem força para contaminar a inflação global.
O Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% na última reunião ocorrida em março e indicou que continuará avaliando os dados de inflação, atividade e riscos antes de novos ajustes. A decisão desta semana deve ser acompanhada de perto, pois influencia o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e, portanto, o comportamento do dólar.
Atividade econômica e mercado de trabalho no Brasil
No Brasil, o PIB cresceu 2,3% em 2025, segundo o IBGE, mas as projeções para 2026 indicam desaceleração da atividade. O Boletim Focus estima crescimento de 1,85%, enquanto o Banco Mundial projeta avanço de 1,6% para o PIB brasileiro. Esse cenário reflete os efeitos dos juros elevados, da moderação do consumo e de um ambiente externo mais incerto.
O mercado de trabalho também deve ser acompanhado de perto. A taxa de desocupação ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, ainda em patamar relativamente baixo. Esse resultado pode manter alguma pressão sobre renda, consumo e inflação de serviços, reforçando a cautela do Banco Central nas próximas decisões sobre a Selic.
Atividade econômica e mercado de trabalho dos EUA
Nos Estados Unidos, o PIB avançou 0,5% no 4º trimestre de 2025, abaixo do resultado observado no trimestre anterior, sinalizando perda de ritmo da economia norte-americana. Apesar disso, o mercado de trabalho segue relativamente resistente, com taxa de desemprego em 4,3% em março.
Esse conjunto de dados reforça a cautela do Federal Reserve. Mesmo com sinais de desaceleração da atividade, o mercado de trabalho ainda resiliente e a inflação pressionada pela energia reduzem a urgência para cortes de juros. Para o setor aeroagrícola, esse cenário é relevante porque as decisões do Fed influenciam o dólar globalmente e, consequentemente, os custos dolarizados da atividade.
Impactos para o IAVAG
O cenário desta semana indica uma combinação de alívio cambial e pressão energética persistente. A queda do dólar para patamares abaixo de R$ 5,00 contribui para amenizar custos dolarizados, mas ainda não sabemos se será suficiente para neutralizar o efeito da alta do heating oil e do petróleo.
Dessa forma, o IAVAG segue exposto principalmente ao comportamento dos combustíveis internacionais. Caso o heating oil permaneça acima de US$ 4,00 por galão e o Brent continue em patamar elevado, a tendência é de manutenção de pressão sobre os custos operacionais da aviação agrícola, mesmo em um ambiente de câmbio mais favorável.
IAVAG nos últimos 12 meses
| abr/25 | ↓-0,86% |
| mai/25 | ↓-0,35% |
| jun/25 | ↓-0,81% |
| jul/25 | ↑1,48% |
| ago/25 | ↓-1,29% |
| set/25 | ↓-0,68% |
| out/25 | ↑1,29% |
| nov/25 | ↓-0,60% |
| dez/25 | ↑1,58% |
| jan/26 | ↑0,15% |
| fev/26 | ↓-0,85% |
| mar/26 | ↑7,96% |
| Total: | +7,03% |
IAVAG – resultado de março/2026
O resultado oficial do IAVAG de março de 2026 confirmou uma forte alta de 7,96%, após o alívio observado em fevereiro, sinalizando uma piora relevante no ambiente de custos da aviação agrícola. Com esse resultado, o índice passou a acumular 7,25% no ano e 7,03% em 12 meses, refletindo principalmente a forte pressão do bloco energético, a valorização do dólar e o avanço da inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O principal destaque foi a disparada do heating oil, que subiu 58,46% no mês, além da alta do câmbio e do fortalecimento das pressões inflacionárias domésticas e internacionais. Em conjunto, esses fatores mostram que março foi marcado por uma inflexão importante na trajetória do índice, com impacto direto sobre a estrutura de custos do setor aeroagrícola.
Comentário final
O boletim desta semana mostra que o ambiente de custos da aviação agrícola continua dividido entre pressões e alívios parciais. O dólar abaixo de R$ 5,00 representa um fator favorável para o setor, especialmente para itens dolarizados, como combustíveis, peças, aeronaves, defensivos e insumos importados. Além disso, a queda do etanol anidro, que recuou 3,48% na semana encerrada em 24/04/2026, para R$ 2,8546/litro, segundo o CEPEA/ESALQ, também contribui para amenizar parte das pressões sobre a formação do IAVAG.
No entanto, esse alívio ainda ocorre de forma limitada, pois o cenário internacional de energia permanece como o principal ponto de atenção. A nova alta do heating oil e do petróleo mantém pressão sobre os combustíveis e reforça a sensibilidade do setor aos desdobramentos geopolíticos, especialmente diante das tensões no Oriente Médio e dos riscos relacionados ao Estreito de Ormuz.
Na prática, o cenário exige atenção redobrada das empresas aeroagrícolas. Embora o câmbio e o etanol anidro tragam sinais positivos no curto prazo, a instabilidade no mercado internacional de energia pode continuar pressionando combustíveis e insumos operacionais. Por isso, o acompanhamento do IAVAG permanece essencial para antecipar riscos, orientar decisões de planejamento e fortalecer a leitura econômica do setor.
A seguir, os gráficos consolidam os principais movimentos do índice IAVAG e dos indicadores que o compõem, acompanhados ao longo do boletim. A leitura visual facilita a identificação de tendências, pontos de inflexão e períodos de maior volatilidade, complementando as análises apresentadas ao longo do texto.






Fonte da imagem da imagem destacada: Adobe Stock.
Fontes: BCB, IPEA, BLS, VEJA, BEA, FED, IBGE, CEPEA, GOV, TRADINGECONOMICS, YAHII, CNN, G1, REUTERS.

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