No dia 7 de outubro, o grudo Islâmico Hamas, atacou Israel em um bombardeio surpresa, deixando mais de 500 mortos neste conflito. Desde então investidores de várias partes do mundo recuaram diante desses acontecimentos, fazendo com que os preços dos contratos futuros dos Barris de Petróleo ganhassem força no mercado. Outro dado importante também foi os efeitos desses fatos na bolsa de valores dos Estados Unidos, no qual passou por grandes instabilidades depois destes ocorridos.
Como o Brasil ainda não é autossuficiente para distribuição de petróleo, os resultados desses contratos futuros acabam sendo repassados aos preços finais, ofertados nos postos, contribuindo assim para que ocorra uma inflação neste setor, neste caso o de transportes, presente no índice geral de grupos de produtos e serviços, na inflação oficial do País, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No dia 9 de outubro, os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) chegaram a ultrapassar a marca dos 3%, vendido a US$ 85,00.
O dólar, também é impactado por esses eventos, quando os preços dos futuros de petróleo bruto avançam, também crescem as demandas pela moeda norte americana, pois as transações no comercio internacional são geralmente negociadas através do dólar, contribuindo assim para uma desvalorização cambial, quando o preço da moeda nacional se desvaloriza perante a moeda estrangeira. O setor aero agrícola adquire equipamentos na compra em dólar, neste caso teria que desembolsar mais reais para aquisição da moeda estrangeira, levando assim para uma alavancagem da inflação na Aviação agrícola.
Conclui se assim que os principais indicadores que poderão ser afetados pelo conflito entre Hamas e Israel são: Câmbio, inflação geral de preços e combustíveis, indicadores estes de suma importância para o acompanhamento do IAVAG.

Eduardo Tenório – Bacharel em Ciências Econômicas e Assistente de Política e Economia
