Boletim Extra | Inflação Oficial do Brasil Retorna Para Meta do Intervalo de Tolerância

 

Em novembro de 2023, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na qual registrou um indicador de 0,28% e 4,68% em 12 meses. Na página do Banco Central do Brasil (Bacen) existe uma meta para o IPCA, intervalo de tolerância, sendo que o indicador ideal está em 3,25%, podendo este oscilar até 1,5% acima dos 3,25% ou 1,5% para menos. Com este resultado de novembro, a inflação oficial do Brasil está entre este intervalo, trazendo consigo mais consistência na redução dos juros posteriormente.

O índice geral e grupos de produtos e serviços que mais contribuiu para o mês de novembro foi o de alimentação e bebidas (0,63%), seguidos de despesas pessoais (0,58%), habitação (0,48%), transportes (0,27%), saúde e cuidados pessoais (0,08%), Educação (0,02%), vestuário (-0,35%), artigos e residência (-0,42%) e comunicação (-0,50%).

A redução dos juros, mais precisamente do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC), já vem se reduzindo gradativamente a alguns meses e estando agora em 12,25% ao ano, com forte indícios de queda de 0,50% nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM), nos dias 12 e 13 de dezembro. Com estimativas para que o SELIC encerre em 11,75% neste ano, concretiza se assim as projeções que o Bacen vinha fazendo em seus relatórios de mercado nos últimos meses.

A inflação é o aumento contínuo e generalizado do nível geral de preços, com ela em alta o poder de compra da população decai e levando consigo também a desvalorização da moeda nacional. Cabe ao governo em conjunto com o Bacen adotarem medias estratégicas para continuidade na geração de renda, crescimento econômico e controle do nível de preços no Brasil.

Existe um paradoxo entre a inflação e geração de renda na economia, pois caso o desemprego desacelere, mais pessoas terão recursos para adquirir produtos e serviços e caso a “máquina produtiva” não acompanhe esse aumento de aquisições da demanda, a inflação volta a ganhar força para que possa haver um equilíbrio ente oferta e demanda. Como dito anteriormente, caberá ao governo e o Bacen as decisões de políticas macroeconômicas que deverão ser implementadas em determinados momentos daqui para a frente.

Fonte

BCB, IBGE

 

Eduardo Tenório – Bacharel em Ciências Econômicas e Assistente de Política e Economia