Bate-papo do sábado no quadro Nas Asas da Aviação Agrícola destacou o trabalho intenso do Sindag em várias frentes no País para valorizar o setor aeroagrícola
Um panorama amplo do oportunismo político em torno dos projetos de lei contra a aviação agrícola em todo o País. Além de um retrato do trabalho intenso feito pelo Sindag (em ações diretas ou através de parcerias) para levar esclarecimento a autoridades, legislativos e ao próprio Superior Tribunal Federal (STF). Esses foram destaques na entrevista do diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, no quadro Nas Asas da Aviação Agrícola do sábado (27).
Confira no final do texto o vídeo da entrevista
Na conversa com o jornalista Alex Soares, no programa Conexão rural, Oliveira lembrou que a aviação agrícola é diretamente responsável por cerca de 120 milhões de hectares em aplicações para o trato de lavouras no País (considerando todas as aplicações em casa ciclo de lavouras). “São mais de 30% das aplicações feitas no Brasil (considerando todos os tipos de ferramentas)”, pontuou. E tudo isso com foco em sustentabilidade: desde a economia de 90% no consumo de água, até a velocidade e precisão das ferramenta aéreas.
Com Alex Soares lembrando que tudo isso estará em evidência em agosto, durante o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg) no Mato Grosso. Será de 20 a 22 de agosto, no Aeroporto de Santo Antônio do Leverger, a cerca de 30 quilômetros de Cuiabá.
COMPLEXO
“O Brasil está mais complexo. Temos partidos de esquerda que apoiam a aviação agrícola em alguns lugares e em outros não”, destacou Oliveira. E, na maioria das vezes, parlamentares que entram com projetos contra o setor pela simples no simples intuído de colher dividendos pela falta de informação da população sobre o setor. O que o diretor classificou como uma verdadeira “covardia”. “Há uma perda de foco na técnica. Não se olha mais a técnica, mas o que o partido quer”, completou.
Situação que, quando não revertida, invariavelmente leva a consequências nefastas. Onde o maior exemplo é justamente o Ceará, único Estado Brasileiro que proibiu a aviação agrícola em seu território, a partir de 2019. Onde o efeito imediato da proibição foi justamente o aumento dos casos de contaminação por agrotóxicos no Estado – segundo a própria Secretaria de Saúde do Estado (veja AQUI, na página 16). Isso seguido de uma queda de produtividade no setor agropecuário – menos 8,9% em 2023, segundo a resenha de Cenários Regionais do Banco do Brasil (veja AQUI, na pagina 6).
A aviação agrícola é importante para o País “porque utiliza menos água, é fiscalizada e regulada. Quando se pensa em Brasil, precisamos lembrar que um piloto agrícola pode fazer 1,2 mil hectares. Enquanto se precisaria 1,2 mil pessoas com pulverizadores costais e muitos tratores para conseguir o mesmo resultado. E aí, (com os equipamentos terrestres) não se conseguiria atender a uma emergência sanitária”, arrematou Oliveira.
Sobre isso, aliás, o diretor do Sindag lembrou que o trabalho de articulação do Sindag em defesa do setor (chamando as autoridades à coerência) abrange inclusive o Supremo Tribunal Federal (STF) Neste caso, referindo-se à ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 667, onde o setor ganhou recentemente o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Justamente porque a aviação é essencial em lavouras que são importantes para o segmento industrial. Desde as florestas que entram na produção de polímeros para placas de computadores e celulares, até os alimentos industrializados e rações para produção e proteína animal. Para citar alguns exemplos.