ENTREVISTA: Presença do Sindag na EIMA/Itália em destaque no Hora da Prosa

Diretor Gabriel Colle conversou com o jornalista Cláudio Correa sobre as novidades e desdobramentos da visita a uma das maiores feiras mundiais de tecnologias agrícolas

“O debate (na Itália) deixou claro que é preciso ação conjunta (entre governo e produtores rurais). Não há dinheiro nem no (setor) público e nem no privado para suprir sozinho as demandas do campo”, destacou o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle ao jornalista Cláudio Correa, no balanço das tendências observadas pelo dirigente na Exposição Internacional de Máquinas Agrícolas e Jardinagem – EIMA Internacional, ocorrida neste mês, na Itália. A entrevista foi ao ar neste sábado, no programa Hora da Prosa, da rádio CBN Grandes Lagos, e no Jornal Campo Aberto. Abordando também a percepção de oportunidades para o setor aeroagrícola.

Colle explicou que sua ida à feira (que ocorreu de 6 a 10 de novembro, na cidade de Bolonha) integra a estratégia do Sindag de conferir de perto os principais eventos do setor no mundo. Que, mesmo não tendo ligação direta com o setor aeroagrícola, podem proporcionar visões disruptivas sobre oportunidades para o segmento. No caso da EIMA, Colle conferiu de perto, por exemplo, novidades em bicos e sistemas de aplicação de insumos (que poderiam ser adaptados para ferramentas aéreas).

E até um “pneu verde” fabricado com essa cor por uma empresa turca. Empresa, aliás, com a qual o diretor do Sindag deve ter uma reunião via web nesta semana, com foco na possível participação da fabricante no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg 2025). Neste caso, com Correa tendo feito ainda a provocação da empresa poder utilizar látex vegetal produzido em nosso País – para um produto também de “alma” verde.

O entrevistado ainda destacou que 95% das empresas contatadas lá manifestaram interesse em mostrar seus produtos para o mercado brasileiro. Por isso, a ideia agora é fazer reuniões online com várias delas e avançar nesse tema.

NOVIDADES

A EIMA Internacional ocorre desde 1969 é uma das maiores feiras do mundo sobre tecnologias para a agricultura. Esta foi possivelmente a primeira visita de um dirigente aeroagrícola brasileiro ao evento. Segundo Colle, um campo futuro amplo para empresas de tecnologias do setor. “Enquanto Europa discute a legislação sobre drones – por exemplo, na Espanha e Inglaterra (onde, aliás, a legislação brasileira foi avaliada como modelo), vimos novidades em sistemas de bicos para aplicação de insumos.

O bate-papo abordou novidades em máquinas e tecnologias para grandes e pequenas propriedades. Onde, além da produtividade das lavouras, o foco é otimizar processos para fazer frente à carência de mão-de-obra no meio rural. Onde Colle conferiu, por exemplo, máquinas que não só colhem, mas já embalam as frutas, deixando-as prontas para o consumidor final. Assim como equipamentos para o trato de videiras e outras culturas normalmente tocadas por pequenos produtores.

“Por outro lado, há colheitadeira de 5 milhões de dólares que não funciona se não houver conexão 5G” no campo, destacou o dirigente brasileiro. Ou seja, há demandas de incremento do setor não só do ponto de vista econômico, mas também social. Onde garantir infraestrutura no campo precisa ser uma estratégia de Estado. Daí a provocação feita no início da entrevista.