Medalhas serão entregues no Congresso AvAg, postumamente para o mestre que ajudou a formar uma legião de pilotos e, presencialmente, para o ex-presidente e ex-diretor do Sindag
Tradicionalmente um dos pontos altos do Congresso AvAg, dentro do jantar da Aviação Agrícola, a entrega da Medalha Mérito da Aviação Agrícola ocorrerá na primeira noite do evento, na próxima terça-feira (18). Este ano, os homenageados serão piloto e instrutor Deodoro Ribas (in memoriam) e o ex-presidente do Sindag Carlos Heitor de Oliveira Belleza. O jantar está marcado para começar às 19 horas, na Arena Multiuso do evento aeroagrícola.
Mestre de uma legião de pilotos agrícolas, dos quais muitos se tornaram também empresários do setor, o piloto e instrutor Deodoro Ribas foi um dos pioneiros da aviação agrícola brasileira. Voando tanto aviões quanto helicópteros, Ribas era o portador do brevê número 007 para asas rotativas no Brasil. E atuou no trato de lavouras durante muito tempo no Rio Grande do Sul (especialmente em lavouras de arroz) e em Goiás (principalmente em algodão).
Ribas se notabilizou como instrutor na Fazenda Ipanema – mantida pelo Ministério da Agricultura em uma área em Sorocaba (hoje Iperó, no interior paulista) e que funcionou como uma verdadeira academia aeroagrícola até 1992. Tanto que, quase 25 anos após seu falecimento (ocorrido em 8 de outubro de 1998, pouco antes dele completar 71 anos), ele é lembrado com carinho pelos que passaram pela instituição.
- Como atestam as homenagens feitas no Congresso AvAg do ano passado, com nome de Ribas entre os pioneiros assinalados no avião histórico exposto no Congresso AvAg de 2022. E na entrevista feita na ocasião com piloto Ricardo Morandini, que se emocionou ao lembrar da referência do velho mestre a seu pai, Márcio Morandini, o Jacaré, que havia sido aluno dele – reveja clicando AQUI. Avião histórico, aliás, que estará novamente à mostra no evento, cuja programação irá até a quinta-feira, dia 20.
APROXIMAÇÃO
Já o empresário aeroagrícola gaúcho Carlos Heitor de Oliveira Belleza, o Catô, 70 anos, presidiu o Sindag por três mandatos, entre 1999 e 2005. O foco de sua gestão foi a aproximação do sindicato aeroagrícola com o poder público, especialmente as entidades reguladoras. Isso com o objetivo de dar racionalidade ao regramento da aviação agrícola, mostrando às autoridades as peculiaridades das atividades em lavouras e, ao mesmo tempo, a segurança da tecnologia e a capacidade das equipes..
Ele ainda integrou a diretoria da entidade até 2011 e esteve envolvido, nos anos 2000, no projeto do Sindag em transformar a antiga Fazenda Ipanema em um centro de pesquisas e aperfeiçoamento da aviação agrícola brasileira. A iniciativa tinha o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), mas acabou esbarrando em questões políticas e burocráticas.

