Cenipa apresentou relato do estudo para garantir que as diretrizes de revisão sejam suficientes para prevenir quebra de asas em modelos de seis das sete gerações do avião agrícola mais usado no Brasil
A última quinta-feira (11) teve agenda do Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA), na sede do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília. Como sempre, a 78ª Sessão Plenária contou com a participação do Sindag, através de seu conselheiro Alexandre Schramm – que representa a entidade no grupo composto também por membros de diversos segmentos da aviação civil. Desta vez, um dos temas principais da pauta o relato do estudo feito pelo Cenipa do casos de separação estrutural de asa do avião agrícola Ipanema e sua aeronavegabilidade continuada.
A apresentação ficou a cargo do coronel aviador Carlos Henrique Baldin e, conforme Schramm, o militar explicou que o Cenipa está reavaliando todos os casos de acidentes ocorridos devido a perda de asa em voo do Ipanema, desde 2011. A ação é uma medida de segurança a partir do último acidente desse tipo, ocorrido em dezembro de 2021 (inclusive documentado em vídeo). Embora as investigações sobre as causas deste acidente ainda estejam em andamento, o órgão resolveu “revisitar” todos os relatórios de acidentes anteriores e ampliar o olhar sobre cada caso.
“Analisando inclusive informações do padrão de pilotagem, ou da operação”, relata Schramm, sobre a apresentação feita na reunião do CNPAA. O que, segundo ele, abrangeu inclusive visita de pessoal do Cenipa na fábrica da Embraer e a realização uma pesquisa junto a empresas e pessoal de manutenção (neste caso, com apoio direto do próprio Sindag). O objetivo do Cenipa é “pecar pelo excesso”, garantindo que o último Boletim de Serviço (BS) lançado pelo órgão para revisão das asas do Ipanema seja o suficiente para garantir operações seguras em campo .O documento, publicado no último dia 28 de abril, abrange seis das sete gerações do avião agrícola fabricado desde os anos 70 pela Embraer.

INVESTIGAÇÕES: Cenipa está revendo todos os acidentes com perda de asa do modelo ocorridos desde 2011, para certificar-se de que as diretrizes de manutenção para prevenir o problema são suficientes
