Repercussão negativa de projeto contra o setor aeroagrícola no MS chega a SP

Presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto e da Associação Rural Vale do Rio Pardo, Paulo Junqueira, saiu em defesa da aviação agrícola, criticando tentativa de proibir aplicações aéreas

A repercussão negativa da proposta da bancada do PT que tramita na Assembleia Legislativa do MS para proibir a aviação agrícola já chegou também a outros Estados. Em São Paulo, o presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, Paulo Maximiano Junqueira Neto, também condenou o projeto do deputado Pedro Kemp (PT), sublinhando a importância das aplicações aéreas. Em vídeo para o Noticiário do Agronegócio, do canal Agro BR, o dirigente – que preside também a Associação Rural Vale do Rio Pardo, no norte paulista   ressaltou apoio incondicional das duas entidades às ferramentas aéreas, justamente pela eficiência e segurança da tecnologia.

Confira o vídeo no final do texto

Ele enfatizou ainda a precisão e transparência proporcionada pelo DGPS – equipamento atua como um computador de bordo das aeronaves. Não só orientando o piloto em cada linha de aplicação (com precisão de centímetros), como registrando  toda a operação. Lembrando que o DGPS tem ainda tem a capacidade abrir e fechar o sistema de aplicação para que ele funcione exatamente sobre o alvo.

SUSTENTABILIDADE

Falando ao programa do jornalista Valdecir Cremon também em nome da Associação Rural Vale do Rio Pardo (Assovale), Paulo Junqueira lembrou que as ferramentas aéreas garantem ainda que não haja perdas por amassamento das plantas (já que não há trator rodando na plantação) e o custo é menor – inclusive pela otimização dos produtos aplicados.

Candidato à presidência da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Junqueira destacou a importância do setor também para a indústria. Onde o Brasil é inclusive pioneiro na produção em série de um avião agrícola movido a etanol. No caso, o Ipanema, fabricado pela Embraer, que é responsável pelo fato de um terço da frota aeroagrícola brasileira ser movida a biocombustível.

APOIO AO SETOR

A manifestação do dirigente paulista condenando a tentativa de proibição da aviação agrícola ocorreu ainda no final de dezembro. E poucos dias depois das entrevistas  do diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, e do presidente da Associação dos Criadores do MS (Acrisul), Guilherme Bumlai (clique AQUI para rever).

Na ocasião, Colle destacou o cunho ideológico do PL 201/23, da banca do PT na Legislativo sul-mato-grossense (junto com Kemp, assinaram os deputados Gleice Jane e Zeca do PT). Lembrando que o documento é, na verdade, um copia-e-cola de projetos semelhantes,  apresentados em outros Estados (e já derrubados em diversos deles). Já Bumlai frisou que, além de atuar na semeadura de pastagens (inclusive recuperando áreas degradadas), a aviação agrícola tem forte atuação em lavouras como soja e milho – que, além de comodities importantes para o próprio Estado, são produtos presentes em grande parte da ração de aves e rebanhos bovinos e suínos.

Como na entrevista anterior, o jornalista Valdecir Cremon também tentou ouvir sobre o tema o próprio deputado Pedro Kemp. Mas novamente o parlamentar não quis comentar a questão.

Confira abaixo a íntegra da fala de Paulo Junqueira:

https://youtu.be/Fl-GGP9C_UY