CNPAA: nova entidade de segurança e voos humanitários em pauta

Comitê ligado ao Cenipa conta com o Sindag em sua composição e teve na última semana sua 81ª sessão plenária, em Brasília

A apresentação do Instituto Brasileiro de Segurança de Voo (Brasi) foi destaque na 81ª sessão plenária do Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA), ocorrido na última semana, em Brasília. A entidade aeroagrícola foi representada no encontro pelo seu conselheiro Alexandre Schramm e a nova entidade foi apresentada pelo major-brigadeiro Jorge Kersul filho. O Brasi deve atuar de maneira semelhante à norte-americana Flight Safety Fundation. Segundo Schramm, com foco principalmente operadores privados – da aviação geral e da aviação agrícola.

“O Brasi deve ir ao encontro desses operadores focado em levar até eles as doutrinas de segurança e trabalhar a prevenção de acidentes”, destaca o representante aeroagrícola. “Em sua fala, Kersul citou várias vezes a importância da aviação agrícola para o País, assinala Schramm.

ENCONTRO: movimentação na última quinta-feira (28) foi na sede do Cenipa na capital federal, com apresentações e debates durante todo o dia

SOCORRO

Outro ponto da reunião – ocorrida na quinta-feira (28), foi a apresentação do chefe do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V), tenente-coronel aviador Thiago Alexandre Lírio, sobre as operações aéreas durante a tragédia climática  ocorrida em maio no Rio Grande do Sul. Ele enumerou as medidas tomadas para contornar os problemas relacionados ao fechamento do Aeroporto Salgado Filho e montagem de equipamentos na Base Aérea de Canoas. Além da coordenação do trabalho de resgate e de transporte de suprimentos realizado por diversos tipos de aeronaves. 

Conforme Schramm, o oficial ressaltou o grande número de operações em condições precárias de coordenação e comunicação,  mas sem nenhum incidente. “Mostrando o alto grau de preparo e consciência situacional de todos os envolvidos nas operações.” Segundo dados do Sindag, as ações humanitárias durante a tragédia climática no Estado envolveram 14 pilotos de seis empresas aeroagrícolas que, além de medicamentos, transportaram alimentos, água e outros itens essenciais.

Confira como foi a pauta: