Crescimento da frota aeroagrícola em pauta no Conexão Rural

Diretor do Sindag Gabriel Colle falou ao Nas Asas da Aviação Agrícola sobre o crescimento do mercado apesar da carência de políticas de fomento e pontuou ações da entidade para dar visibilidade à importância do segmento

O diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, foi o entrevistado deste sábado (3) no quadro Nas Asas da Aviação Agrícola, do programa Conexão Rural. Em pauta, o crescimento da aviação agrícola em 2023, com a entrada de 149 aeronaves novas no País, segundo levantamento feito pelo Sindag junto a fornecedores do setor.

Na conversa com o jornalista Alex Soares, o dirigente concordou com a percepção do entrevistador, no sentido de que os números refletem a confiança crescente dos produtores rurais nas ferramentas aéreas para o trato de suas lavouras. E, mais do que isso, mostram que  o campo de atuação dos aviões não é afetado pelo crescimento do mercado e drones em lavouras – setor do qual, aliás, a entidade aeroagrícola  já possui cerca de 40 empresas como associadas.

Colle também observou que a aquisição de 65 aviões Ipanema (fabricados pela brasileira Embraer) e outras 84 aeronaves turboélices norte-americanas (Air Tractor e Thrush) têm por trás ainda a melhoria contínua na gestão das empresas aeroagrícolas. O que tem se refletido em estabilidade nos preços das aplicações. Por sua vez, oferecendo ao produtor ainda mais vantagem na opção pelo trato aéreo. O que, na outra ponta, aumentou o número de empresas aeroagrícolas, tanto de aviões quanto de drones. Mas com os equipamentos remotos ocupando o espaço principalmente dos pulverizados costais.

O dirigente sublinhou ainda que o setor cresce mesmo sem linhas específicas de fomento para a aviação agrícola. Apesar da importância do setor para impulsionar o agro (que por sua vez responde por um terço da economia do País) e embora o País tenha uma fabricante própria de aeronaves para o segmento. Uma falta de apoio ironizada também pelo fato que, enquanto a agricultura em geral tem subsídios na casa dos 3% no Brasil para investimento na produção, na Europa atualmente protestos de agricultores tomam conta do continente por cortes em subsídios que lá chegam a 15%.

AÇÕES

Gabriel Colle assinalou também a importância de ações que o Sindag deve executar este ano. Destacando, no campo político, o maior protagonismo dentro do Instituto Pensar Agropecuária (Ipa) – que assessora tecnicamente a Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional. Além das expectativas quanto à audiência pública sobre o setor que deve ocorrer no Senado, em abril. Neste caso, na sequência da audiência ocorrida em agosto do ano passado, na Câmara dos Deputados, sobre o mesmo tema.

Lembrando também a preparação do 1º Fórum Nacional de Aviação Agrícola no Planalto Central, marcado para 6 de março na Universidade de Brasília (UnB). Evento realizado pela própria UnB, em parceria com Sindag, Ibravag e com a Mossmann Assessoria e Consultoria Aeroagrícola  

Confira a íntegra da entrevista: