Sindag pede reforço da fiscalização em São Paulo

Reunião com subsecretário Orlando de Castro integra uma ação que deve ocorrer em 24 Estados, buscando coibir clandestinos e irregularidades, e com isso atestar a segurança do setor  

O roteiro de reuniões do Sindag com os Estados, solicitando reforço nas fiscalizações sobre operadores aeroagrícolas, teve nesta segunda-feira (18) a conversa com Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O encontro, pela manhã, foi entre o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, e o subsecretário paulista Orlando Melo de Castro. Conforme o dirigente da entidade aeroagrícola, o foco é não só garantir a segurança e sustentabilidade das operações em campo, mas também assegurar que o setor não seja prejudicado por operadores clandestinos ou maus profissionais.

A reunião ocorreu via internet e esse foi o quarto encontro sobre o tema ocorrido nas últimas semanas. O roteiro já teve conversas também com as Secretarias Estaduais de Minas Gerais, do Acre e Goiás. “E queremos chegar aos 24 Estados onde há atuação da aviação agrícola”, enfatiza Colle. O Sindag abrange atualmente cerca de 90% das empresas que operam aeronaves agrícolas no País e já conta também com empresas que operam drones

ALTA REGULAMENTAÇÃO

Em todos os encontros, o diretor do Sindag aborda a história e a alta tecnologia do segmento, além da alta formação das equipes que operam as ferramentas aéreas (com legislação exigindo especializações tanto para pilotos quando do pessoal de solo) e toda a vasta regulamentação incidente sobre aviões e drones. Incluindo a distribuição da cartilha Drone Legal, elaborada pelo sindicato aeroagrícola

Aliás, a aviação agrícola é a única ferramenta de aplicação de insumos no País com legislação específica. “Logo, é também a mais facilmente fiscalizada”, destaca Colle. “E, além de uma garantia de que todo mundo esteja trabalhando corretamente, a fiscalização efetiva também serve para atestar a própria segurança das ferramentas aéreas em campo”, completa.

Em todos os encontros, o dirigente do Sindag tem pedido que o assunto seja ampliado internamente em cada secretaria. Principalmente com relação aos drones, de pulverização, que estão tendo um crescimento grande no campo – provavelmente bem maior do que o registro dessas ferramentas (que é obrigatório junto à Anac e ao Ministério da Agricultura). “Em São Paulo, pedimos que o tema fosse levado inclusive à rede da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati)”.

Leia mais sobre o setor no relatório Aviação Agrícola: segurança e importância x fatos e mitos