Diretor Cláudio Oliveira participou de audiência no Legislativo gaúcho, onde destacou a importância das escolas de aviação para a formação dos futuros pilotos e para a segurança do setor
O diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, representou o setor aeroagrícola na audiência da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) que debateu na última semana a ameaça de despejo do Aeroclube de Canela de seu hangar no aeroporto do Município na Serra Gaúcha. O encontro foi na terça-feira (16) e Oliveira destacou a importância dos aeroclubes também para a aviação agrícola brasileira.
Isso porque tais instituições são responsáveis pela formação básica dos pilotos que mais tarde se especializam e abastecem segmentos especializados da atividade aérea, incluindo a aplicação aérea e o combate a incêndios.
O dirigente reforçou também a demanda crescente por profissionais para o setor aeroagrícola, lembrando que o País opera a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo – com mais de 2,8 mil aviões e helicópteros atuando no campo, atendendo mais de 140 milhões de hectares e movimentando bilhões de reais ligados à produção de alimentos.
O caso de Canela tornou-se símbolo de um problema que, na verdade, atinge todo o País. Segundo dirigentes do aeroclube local, a entidade corre o risco de ser retirada do hangar que ocupa há 76 anos após a concessão do aeroporto à Infraero, formalizada em 2024. Justamente no ano em que o Aeroclube esteva engajado nas operações emergenciais realizadas em função das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Cenário em que a própria aviação agrícola também atuou com força em diversas regiões do Estado, ajudando a levar itens essenciais a áreas sem acesso por terra.
A participação do Sindag na audiência no Legislativo gaúcho ocorreu pouco mais de dois meses após a entidade divulgar, juntamente com o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) uma Nota Oficial em defesa dos aeroclubes brasileiros. O tema também deverá integrar os debates do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg) 2026, marcado para agosto, em Goianápolis (GO).
Pressão por mudanças
A discussão também vem sendo conduzida em parceria com a Federação Brasileira dos Aeroclubes (Febraero). Durante a audiência, o presidente da entidade, Jolando Gatto, alertou que o problema não se restringe à Serra Gaúcha. Conforme relatado por ele durante o encontro, aeroclubes de diferentes regiões do País enfrentam notificações de despejo e aumentos expressivos nos custos de ocupação de áreas aeroportuárias.
No final do encontro no Legislativo gaúcho, o deputado Joel Wilhelm (PP), que havia solicitado a Audiência junto com o deputado Felipe Camozzato (Novo), destacou que a Comissão deve agora marcar uma reunião com o governo do Estado, para discutir a concessão de aeroportos gaúchos à Infraero e levar o pedido de isenção fiscal para os aeroclubes.
Além disso, o parlamentar, anunciou que o colegiado irá solicitar à bancada federal gaúcha que atue para acelerar a apreciação de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional para garantir a permanência e gratuidade dos aeroclubes em aeroportos brasileiros. Um deles, no Senado: o Projeto de Lei nº 6.144/2025, de autoria do senador Marcos Pontes.
A reunião da última semana da Comissão de Assuntos Municipais da AL/RS teve as falas também do deputado Camozzato, do presidente do Aeroclube de Canela, Marcelo Sulzbach; do deputado Frederico Antunes (PP), que preside a Frente Parlamentar da Aviação da Assembleia Legislativa; do presidente do Aeroclube do Rio Grande do Sul, Fração Júnior Menegildo, e outas autoridades.
Confira abaixo o vídeo da íntegra da Audiência na Assembliea Legislativa gaúcha: