Ação da entidade aeroagrícola é para eliminar do mercado quem não trabalha dentro da legislação do setor e proposta abrange inclusive o treinamento de fiscais
O Sindicato Nacional das empresas de Aviação Agrícola (Sindag) vem solicitando aos Estados a ampliação da fiscalização sobre o setor – tanto na aviação agrícola tripulada quando sobre os drones de pulverização. O assunto já foi levado pela entidade às Secretarias de Agricultura de Minas Gerais e do Acre. E o encontro mais recente sobre o tema foi na última sexta-feira (8), via internet, entre o diretor-operacional do Sindag, Gabriel Colle e a chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Goiás, Paula Stella Rosa Coelho.
Conforme o dirigente aeroagrícola, o objetivo é garantir a segurança das operações em lavouras não só com aviões – por exemplo, combatendo que não opera com toda a documentação e os requisitos em dia, como evitar a clandestinidade também entre operadores de drones agrícolas. Em última instância, impedindo que maus profissionais prejudiquem a imagem do setor. “Queremos melhorar o mercado para quem trabalha dentro da legalidade”, pontua o dirigente.
TREINAMENTO DE FISCAIS
Para isso, o sindicato aeroagrícola propõe desde a troca de informações até a retomada e ampliação da parceria para o treinamento de agentes fiscais sobre as rotinas operacionais, tecnologias e mesmo a legislação sobre ferramentas aéreas em todas as instâncias. A exemplo do que já foi feito (junto com outros parceiros da entidade), em uma rodada de treinamentos sobre aviação com fiscais de diversos Estados em 2021, no ano passado no Maranhão e em cursos sobre o regramento e operações com drones em São Paulo.
Na conversa com a chefe de Gabinete da Seapa/GO, ficou definido que o assunto será retomado em uma reunião a ser agendada com a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). O encontro deverá ter a participação também da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), a fim de alinhar ações para 2024.
Será realizada uma reunião com a Agrodefesa, federação da agricultura, SINDAG e secretaria de agricultura do estado, em janeiro, para alinhar as ações de 2024, aproveitando os meios de comunicação do governo estadual.

GOIÁS: Colle apresentou à chefe de Gabinete da Seapa dados sobre o setor, regulação e crescimento do mercado aeroagrícola
CONTROLE
O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, com cerca de 2,5 mil aeronaves – atrás somente da frota norte-americana, que tem em torno de 3,6 mil aviões e helicópteros. Quando aos drones de pulverização, o número de número de aparelhos em operação nas lavouras brasileiras também já chegou à casa dos 1,5 mil. Além disso, desde 1969 a aviação agrícola é a única ferramenta para o trato de lavouras com regulamentação específica – por isso mesmo, a mais facilmente fiscalizável.
Para se ter uma ideia, resumidamente, tanto aviões quanto drones exigem formação específica de seus operadores e pessoal envolvido nas operações. Além de registro dos aparelhos e relatórios completos de cada operação em campo.