Imprensa

Reportagem mostra insegurança, desemprego e perdas geradas pela falta da aviação agrícola no CE

/ /

Matéria foi ao ar no domingo, no NE Rural, da TV Verdes Mares, afiliada local da Rede Globo (confira o link no final do texto)

Aumento de 10 vezes na quantidade de calda de defensivo aplicada, pulverizações que antes ocorriam duas vezes por ano agora precisam ser quinzenais e, para completar, o que antes era feito por um piloto agora precisa de 20 trabalhadores com bombas costais pulverizando embaixo da planta. Mesmo assim, com perda de produtividade levando à demissão de 150 trabalhadores no campo. Essas são algumas das consequências da proibição do uso de aviação agrícola nas lavouras do Ceará, mostradas no domingo (10) em reportagem do programa NE Rural, da TV Verdes Mares (afiliada da Globo).

Baseada no velho estereótipo que relaciona de maneira irracional o medo do uso de agrotóxicos ao emprego da aviação, a lei estadual que proíbe a ferramenta aérea foi aprovada no final do ano passado, apesar dos protestos do setor produtivo e da advertência de que não só causaria danos à economia local como levaria a consequências de insegurança que o próprio projeto alegava querer evitar. Simplesmente porque, além de ser só ferramenta, o avião é o único método de aplicação com regulamentação própria, altamente fiscalizável e com tecnologia mais avançada – o próprio Sindag participou das discussões com as entidades que buscavam conscientizar os parlamentares.

O projeto de proibição passou nas votações feitas a roldão em dezembro de 2018, entre os vários projetos votados pelos deputados para que a Assembleia Legislativa pudesse iniciar o recesso de final de ano. Como consequência, o Estado que era o maior exportador de frutas para a União Europeia (mercado por si só altamente exigente com a sanidade dos produtos) agora corre o risco de ver sua produção migrar para o Piauí e Maranhão, para que as lavouras possam ter o tratamento adequado e seguro.

Clique abaixo para conferir a reportagem: