Segurança e Sustentabilidade Ambiental

O Brasil tem um clima tropical que favorece a proliferação de várias pragas nas plantações, diferente da Europa, por exemplo. Essa forma de aplicação, utiliza menos produto e atinge maior área de cobertura.

Retirar uma ferramenta que consegue responder de maneira tão precisa e rápida a um ataque de pragas não só afeta diretamente grandes lavouras com perdas de produção no caso no combate a proliferação de um patógeno ou vetor, como também há o risco ambiental: uma resposta tardia pode demandar muito mais aplicações antes que se consiga controlar adequadamente o problema. Além disso, SEMEADURA é uma um serviço que traz extrema contribuição para as lavouras do Brasil.

A aeronave agrícola já é a melhor ferramenta para aplicação no Brasil. Os mesmos produtos aplicados pelo ar são aplicados também por terra, só que é a aeronave agrícola é o único meio de pulverização com legislação específica e fiscalizado por pelo menos cinco órgãos (Ministério da Agricultura, ANAC, IBAMA, secretarias estaduais de meio ambiente e prefeituras, se contar, CREA e outras instituições).

  • APLICAÇÃO: A aplicação aérea reduz a utilização da água 10 vezes menos, pela eficiência e precisão.

NOTA TÉCNICA DA EMBRAPA: A Embrapa divulgou uma nota Técnica em 2019, destacando a segurança das aplicações aéreas no trato de lavouras. Assinado pelo pesquisador Paulo Estevão Cruvinel, o documento diz que “a aplicação de defensivos quando bem orientada pode resolver situações de infestações sem externalidades negativas, não representando um perigo, quando fundamentada nas boas práticas, que envolvem capacitação, uso de métodos e tecnologias”. Também assinou o documento o professor Wellington Pereira Alencar de Carvalho, da Universidade Federal de Lavras e um dos coordenadores do programa de Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS).

Intitulada Contribuições para requisitos em operações aeroagrícolas, a nota se baseia nos resultados de quatro anos de pesquisas sobre pulverizações aéreas, realizadas entre 2013 e 2017 em parceria com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG). Coordenado por Cruvinel, o projeto Desenvolvimento da Aplicação Aérea de Agrotóxicos como Estratégia de Controle de Pragas Agrícolas de Interesse Nacional abrangeu estudos em lavouras de soja, arroz e cana-de-açúcar no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A pesquisa foi a maior já feita no País sobre tecnologias aeroagrícolas e envolveu, além do SINDAG e empresas associadas, seis centros de pesquisa da Embrapa, além de 10 universidades parceiras e empresas de tecnologias. Segue em anexo a nota técnica.

Clique aqui e leia a nota técnica na integra.

  • PÁTIO DE DESCONTAMINAÇÃO: As empresas aeroagrícolas possuem PÁTIO DE DESCONTAMINAÇÃO, exigência prevista na Instrução Normativa nº 2, de 3 de janeiro de 2008, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), onde as aeronaves são lavadas e eventuais resíduos de produtos vão para um sistema de tratamento com ozônio, que quebram o princípio ativo dos produtos. A única forma de aplicação que exige pátio é o avião agrícola. Aeronaves agrícolas não são lavadas em beira de rio, açude ou riacho, são lavadas no seu pátio de descontaminação específico.

APLICAÇÃO: A aplicação aérea reduz a utilização da água 10 vezes menos, pela eficiência e precisão.

  • SELO CERTIFICAÇÃO AEROAGRÍCOLA SUSTENTÁVEL: Apesar das obrigações expressas em lei, a aviação agrícola brasileira, possui, desde 2013, um selo de qualidade operacional e ambiental. Trata-se do Certificado Aeroagrícola Sustentável (CAS), apoiado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG) e coordenado por universidades públicas/; as federais de Lavras (UFLA) e de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), em Botucatu/SP.

 

  • PACTO GLOBAL DA ONU: Em outubro de 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou a inclusão do SINDAG – Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola no Pacto Global pelos direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. A informação veio da coordenação do programa, na sede da ONU em Nova Iorque. O Pacto Global abrange atualmente mais de 12 mil organizações em cerca de 100 países, comprometidas com ações segundo 10 princípios estabelecidos pelas ONU nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.