Startup brasileira de serviços aeroagrícolas será destaque em encontro de investidores na Turquia

Plataforma da AirAgro foi apresentada no Congresso AvAg de 2019, em Sertãozinho, onde foi refinada e, em novembro, foi selecionada por um fundo de investimentos de Dubai

Focada na intermediação de serviços entre operadores aeroagrícolas e produtores rurais, a AirAgro, de Goiânia, é uma das 100 startups do mundo selecionadas para o Congresso do Fórum Mundial de Investidores Anjos (WBAF, na sigla em inglês), que começa no próximo dia 17, em Istambul, na Turquia. Aprimorada a partir de sua participação no Congresso da Aviação Agrícola do ano passado (entre julho e agosto), em novembro a startup foi incluída no programa da incubadora tecnológica FasterCapital, de Dubai, nos Emirados Árabes. A seleção ocorreu na terceira rodada de financiamentos entre iniciativas brasileiras e deve viabilizar um investimento de US$ 500 mil na plataforma.

A ferramenta, que também conecta fornecedores de insumos, equipamentos e outros serviços para as lavouras, tem como pontos fortes otimizar a logística, gerar economia e atestar a boa reputação do operador aeroagrícola, além e gerar créditos para benefícios sociais. Na prática, o sistema funciona como uma espécie de Uber misturado com Waze, onde o tomador de serviços busca as empresas disponíveis na área, contrata o serviço via aplicativo e pode acompanhá-lo em tempo real (através de um hardware instalado nos equipamentos dos fornecedores) e ter o relatório imediato.

Startup goiana apresentou seu projeto e colheu opiniões de operadores e produtores no evento do Sindag em Sertãozinho

BOA REPUTAÇÃO

Além da rapidez e funcionalidade, a segurança: o operador cadastro terá sua legalidade (desde a documentação da a empresa até a manutenção em dia das aeronaves e as licenças dos pilotos) auditada pela plataforma. Conforme a CEO e uma das fundadoras da startup, Fabiana Oliveira, além de melhorar a reputação do setor aeroagrícola pela garantia de qualidade, a ideia é gerar confiança do público pela responsabilidade socioambiental. O que também deve ocorrer de duas maneiras: pela boa qualidade da aplicação como reflexo de boas práticas e por um sistema de pontos (cashback) que repassa parte do valor da operação para entidades ou ações sociais da comunidade local.

O fornecedor se cadastra e é auditado e o produtor rural se inscreve sem custo. Se há contratação e serviço ou compra de produto, a startup ganha uma comissão do fornecedor. “Se não há negócio, não há despesa. É uma relação de ganha-ganha”, explica Fabiana.  “A participação no congresso do Sindag foi decisiva para nós. Conversamos com vários fornecedores, produtores e fizemos esse refinamento da iniciativa”, explica a dirigente.

Produtores rurais interessados na ferramenta, fornecedores que queiram oferecer serviços ou produtos podem buscar outras informações pelo site www.airagro.com.br.

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