3 de março de 2026
Aviação agrícola reforça presença na Expoagro Cotricampo
Sindag participou da feira gaúcha em parceria com a KNA/Nativa, fortalecendo o diálogo com parceiros, autoridades e o público sobre o papel estratégico do setor
A aviação agrícola esteve mais uma vez na Expoagro Cotricampo, agora na décima edição da vitrine que, na última semana, reuniu 55 mil pessoas em Campo Novo – no noroeste gaúcho. A empresa KNA/Nativa Aviação Agrícola marcou presença nos quatro dias de programação (25 a 28 de fevereiro), com um estande com mostra de aeronave e equipamentos. O Sindag também foi à Expoagro representado pelo seu diretor-executivo, Gabriel Colle, e pelo assessor de Relações Institucionais, Divaldo Custodio Maciel.
Além de conversar com autoridades e divulgar a tecnologia aeroagrícola junto a produtores, técnicos, estudantes e lideranças do setor, a entidade aproveitou a feira para dialogar com parceiros e o público em geral sobre a eficiência, a importância e a regulação rigorosa do segmento, bem como o preparo técnico de seus profissionais. A agenda incluiu ainda visitas aos 330 expositores de diferentes áreas do agronegócio, ampliando o relacionamento institucional.
APROXIMAÇÃO
Para Gabriel Colle, a feira simboliza a conexão necessária entre tecnologia e produtor. Ele destacou a importância de mostrar à sociedade como funciona a atividade e, especialmente ao agricultor, que tem à disposição uma ferramenta capaz de elevar a produtividade com eficiência e precisão. Segundo o dirigente, os quatro dias foram marcados por “muito relacionamento e aproximação”, permitindo compreender de perto as demandas do campo e já projetar a participação na próxima edição, em 2027.
Divaldo Maciel ressaltou que as visitas estratégicas buscaram fortalecer a imagem do setor e ampliar a conscientização sobre seu papel no progresso da agricultura regional e nacional. “A estratégia de circular por todos os estandes integrou a aviação agrícola às demais cadeias produtivas presentes na feira”, pontuou.
No estande da aviação agrícola, o público pôde conhecer de perto como o uso de DGPS, controle eletrônico de vazão e protocolos rigorosos de aplicação ampliam a eficiência no manejo — especialmente em grandes áreas e em janelas curtas de tratamento. Em um cenário de desafios climáticos e econômicos, a mensagem foi clara: tecnologia, cooperação e profissionalização seguem sendo pilares para sustentar a competitividade do campo.
Sonhos e experiências
Em meio ao movimento intenso da feira, a dimensão humana da atividade também ganhou voz. Filho de empresário do setor, técnico agrícola e estudante de Agronomia, Vitor Klauck, da KNA Nativa, falou sobre crescer “no meio dos aviões” e seguir o legado familiar. “Acho que (a vida) perderia a graça”, resumiu, ao afirmar que não se imagina longe da aviação.
Ao lado do irmão, Wilson Klauck Junior, e da equipe da empresa, Vitor apresentava o avião e os equipamentos aos produtores e técnicos que passavam pelo espaço. O grupo da KNA/Nativa também fazia a alegria de famílias – que aprendiam um pouco mais sobre o setor e aproveitavam para fazer fotos e vídeos para suas redes.
Festa para os pequenos, que ainda puderam entrar no cockpit da aeronave. A pequena Marielle Selle Linn, de três anos, resumiu a curiosidade geral: “Meu pai tem um trator, mas eu quis ver como é entrar no avião”, disse, sorrindo, enquanto fazia um voo imaginário sob orientação paciente de Vitor. Do alto de seus três anos de idade, ela ainda fazia pose para mãe (a professora Mariluce), mexendo a alavanca de comando da aeronave e perguntando sobre os instrumentos à sua frente.
Foi assim também com os pequenos Leonardo e Theo Haas – que, na ânsia de conhecerem o avião, acabaram dividindo o cockpit. Sem falar no menino Joaquim Rizzardi, 4 anos, filho do agricultor Alencar Rizzardi, 38, cliente da empresa aeroagrícola. E diversas outras crianças (e adultos) que passaram pelo estande.
EFICIÊNCIA
A movimentação também trouxe o depoimento de quem conhece a ferramenta há décadas. No caso, o agricultor José Roque Sangalli, que há cerca de 25 anos utiliza a aviação agrícola no manejo de milho e soja, “sempre com o ‘seu’ Wilson (Klauck)”. No caso do milho, ele contou que investe na aplicação o valor equivalente a “um saco e um pouquinho (de milho) por hectare.” E, se fizesse a aplicação com trator, “só em amassamento e quebra de plantas a perda seria maior” do que esse valor.
Segundo o diretor Gabriel Colle, a sensação ao final da décima Expoagro foi de que a presença do Sindag alcançou além da vitrine tecnológica. “Reforçou que a certeza de que a aviação agrícola segue integrada ao presente — e ao futuro — do agro gaúcho”.

